A Polícia Militar do Distrito Federal deflagrou uma operação e isolou os arredores do Supremo Tribunal Federal após um homem tentar pular as grades da Corte e arremessar uma mochila em um ponto de ônibus. O suspeito foi detido e o Esquadrão Antibombas foi acionado para averiguar a presença de possíveis explosivos. O incidente traz novo alerta à Praça dos Três Poderes, local onde, em 2024, um extremista morreu ao detonar artefatos em frente ao edifício do tribunal.
BRASÍLIA - A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) realiza uma operação na noite desta quinta-feira, 1º, a três dias das eleições presidenciais, para apurar uma suspeita de ameaça de bomba nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF), localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Em nota com informações preliminares, a PM-DF informou que foi identificado um indivíduo que arremessou uma mochila em um ponto de ônibus localizado ao lado do Supremo. Ele foi detido pela Polícia Militar.
"O perímetro foi isolado e permanece sob controle das equipes, aguardando a chegada do Esquadrão Antibombas para avaliação e procedimentos de segurança", diz a PM-DF.
Segundo nota do STF, o indivíduo tentou pular as grades da Corte. "A movimentação foi identificada pelo sistema de monitoramento do STF, sendo imediatamente acionadas a Polícia Militar e a Polícia Judicial", diz o texto.
"Como ele arremessou uma mochila sobre o ponto de ônibus, tornou-se necessário acionar a Operação Petardo, com a adoção dos procedimentos previstos para averiguação de possível artefato explosivo", diz a nota.
Atentado em 2024
Em novembro de 2024, o empresário Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, conhecido como "Tiü França", morreu em um atentado ao detonar fogos de artifício acoplados ao corpo em frente ao STF.
Horas antes de morrere, ele fez publicações nas redes sociais que indicavam pretensões terroristas, além de criticar os chefes dos Três Poderes.
Além das explosões na Praça, o carro de Wanderley com explosivos no porta-malas foi encontrado no estacionamento da Câmara dos Deputados, nas imediações de um dos prédios anexos da Casa.
Em 2020, Francisco Luiz foi candidato pelo PL a vereador de Rio do Sul, cidade no oeste catarinense. Recebeu 98 votos e não foi eleito. O PL, na ocasião, ainda não abrigava o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegou à sigla somente no ano seguinte.
Em 2025, a Polícia Federal concluiu que Tiu França agiu de forma isolada e motivado por extremismo político. A investigação descartou a participação, ajuda ou financiamento de terceiros no ataque.