Nunes Marques determina análise de canal 'Exército do Lula' após guerra de decisões no TSE

Presidente da Corte Eleitoral pediu que área técnica averigue desinformação em canal do WhatsApp com mais de 3,7 milhões de usuários

12 out 2026 - 10h20
(atualizado às 10h40)
Resumo
O presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a análise urgente do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, coordenado por André Janones, após acusações da campanha de Flávio Bolsonaro sobre disseminação de desinformação com conteúdos já vetados pela Corte. A medida ocorre após divergências internas no tribunal, já que Nunes Marques chegou a ordenar a suspensão do canal, mas a decisão foi revertida pelo ministro Villas Bôas Cueva por considerar os elementos insuficientes para tal bloqueio.

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira, 12, que área técnica da Corte faça uma análise do canal "Exército do Lula", no WhatsApp, com "máxima urgência".

O canal, que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação.

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Ao apresentar motivos pelos quais o canal deveria ser derrubado, a campanha de Flávio citou oito publicações que repetiam conteúdos já proibidos pela TSE, com média de 1,1 milhão de visualizações cada.

Entre elas, a informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia tirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para os advogados de Flávio, a estrutura no WhatsApp reproduz uma "sistemática de desinformação" que foi atacada pelo TSE nas eleições de 2022.

A determinação de Nunes Marques à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação é para que a unidade informe sobre conteúdos falsos já atacados pelo TSE e se identificou "eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação".

Na véspera da nova decisão de Nunes Marques, o caso "Exército do Lula" motivou uma guerra de decisões no TSE, com reclamações das duas campanhas.

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Primeiro, Nunes Marques, mandou tirar o canal do ar, atendendo a pedido da campanha de Flávio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão do colega. Cueva considerou que os elementos apontados pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal.

No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento pago de postagens no Instagram e no Facebook com a mensagem "se Flávio Bolsonaro vencer, você perde".

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