O ministro André Mendonça evitou julgar o PGR Paulo Gonet, citado em mensagens atribuídas ao ex-dono do Banco Master com Alexandre de Moraes. Enquanto isso, o STF analisa questão de ordem sobre a decisão de Fachin que retirou Mendonça da relatoria da ação contra Moraes e discute apurar suposta atuação irregular no inquérito. O placar está em 4 a 3 a favor da questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, apoiado por Dino, Zanin e Moraes, contra os votos de Fachin, Mendonça e Fux.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse que não faz "juízo de valor" sobre o procurador-geral de República, Paulo Gonet, citado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em mensagens que o banqueiro supostamente trocou com o ministro Alexandre de Moraes. "Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram, são informações na minha avaliação, de outra densidade", declarou.
Neste momento, os ministros analisam uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes sobre se Fachin poderia ter retirado Mendonça da relatoria do processo contra Moraes. A Corte também discute se deve ser aberto um procedimento contra o relator do inquérito do Master por atuação irregular à frente do caso. Até agora, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam o decano, enquanto Fachin, Mendonça e Luiz Fux votaram contra. O placar, portanto, está em 4 a 3 para acolher a questão de ordem.