Marinho diz a Fachin que não haverá 'espírito de vingança', mas que Senado 'não vai se omitir'

Senador, cotado para o comando do Congresso na próxima legislatura, se reuniu com o presidente do STF e afirmou que Alcolumbre tem sido omisso sobre pedidos de impeachment de ministros

6 out 2026 - 14h46
(atualizado às 14h57)
Resumo
Em reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que não haverá espírito de vingança contra a Corte em eventual governo Flávio Bolsonaro, mas garantiu que o Senado não se omitirá diante de crimes de responsabilidade. Marinho criticou a atual omissão da Casa sobre pedidos de impeachment e manifestou preocupação com a intervenção de magistrados na Justiça Eleitoral e os critérios para a escolha de relatores no tribunal.

BRASÍLIA - O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não haverá "espírito de vingança" contra os ministros da Corte na próxima legislatura e em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Marinho falou com jornalistas após se reunir com Fachin no STF.

Ele ressaltou, porém, que se forem verificados crimes de responsabilidade por parte dos ministros, "o Senado não vai se omitir". Na sua avaliação, o Senado, sob condução de Davi Alcolumbre (União-AP), têm sido omisso por deixar de analisar os pedidos de abertura de processo de impeachment.

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A Coluna do Estadão já havia antecipado que a fala de Marinho incluíria o recado de que não haveria vingança, mas "vigilância" em uma relação do possível governo Flávio com o STF.

Após receber Marinho, Fachin também se encontrou com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). A senadora saiu sem falar com a imprensa.

Nos bastidores, comenta-se que Marinho poderia concorrer à presidência do Senado no ano que vem. O presidente do Senado é o responsável por aceitar ou rejeitar pedidos de abertura de processo de impeachment.

Marinho também disse que relatou a Fachin a preocupação com uma "intervenção continuada" de ministros do Supremo na Justiça eleitoral e citou os casos do Rio de Janeiro e de Roraima. "Quem ganhar eleições precisa ser empossado", destacou.

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Ele também apontou que o "artifício" usado para escolher o relator de petições protocoladas no Supremo deixou de ser exceção e "está se tornando regra".

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