Marília Campos prevê Lula 4 com 'frente ampla' e menos intromissão entre os Poderes

Para a senadora eleita por Minas Gerais, Lula está de 'braços abertos' para receber partidos sob um novo jeito de governar, mais atento ao clamor popular

26 out 2026 - 19h18
Resumo
A senadora eleita Marília Campos (PT-MG) prevê que a oposição no Congresso exigirá de Lula uma frente ampla voltada ao diálogo e a um novo projeto político. Ela defende a separação entre os Poderes, mas sustenta que o Senado pode avaliar o impeachment de membros do STF se a Corte não investigar seus integrantes. Por fim, afirma ser cedo para debater a sucessão de Lula, apontando o pleito de 2028 como decisivo para a formação de novas lideranças na esquerda.

Para a senadora eleita Marília Campos (PT), de Minas Gerais, o avanço da oposição no Congresso obriga o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a governar com uma "frente ampla" de partidos.

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Segundo Marília, mesmo após ter sido isolado durante o segundo turno da eleição presidencial, quando os principais partidos declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), Lula estará "de braços abertos" para recebê-los do governo.

Nesse sentido, a senadora avalia que a composição com as siglas não deve se limitar à ocupação de ministérios, mas à construção de um novo "projeto político", mais atendo às demandas da população. "O próprio Lula já reconheceu publicamente que vai governar de uma forma diferente, que vai apostar num processo onde se fortaleça a participação e a escuta."

Sobre a crise institucional, Marília prevê um governo com menos intromissão entre os Três Poderes. "Acho que temos que fortalecer a democracia com cada poder cuidando da sua pasta", disse.

Ela critica a adoção do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como "grande bandeira" e um fim em si mesmo, mas defende que o Senado não abra mão de agir dentro de suas prerrogativas caso o próprio STF não apure a conduta de seus integrantes. "O Supremo é quem tem acesso a essas investigações, ele tem que tomar as providências. Senão, o Senado tem de se apropriar delas e, dentro das regras constitucionais, tomar as medidas cabíveis. Se a alternativa for o impeachment, nós teremos que fazer o impeachment."

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Quanto à formação de lideranças à esquerda, Marília diz ser "cedo" para apontar quais nomes sucederão Lula e destacou que as eleições de 2028 serão relevantes para a formação de jovens quadros.

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