O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB-SP), anunciou que deixará o cargo para disputar a eleição em São Paulo. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira, 2, dois dias antes do prazo para desincompatibilização.
França deixou em aberto qual posição ocupará na chapa encabeçada que será encabeçada por Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. Há duas vagas disponíveis: a vice do petista e a segunda candidatura ao Senado - a primeira vaga é da ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP), que trocou o Mato Grosso do Sul por São Paulo.
"A partir de agora, concentro meus esforços ao lado do nosso time do PSB e no projeto para São Paulo e para o Brasil. Se não querem debate forte, não me convoquem. De pé e às ordens. Preparem as velas: vamos partir para a luta", escreveu ele em uma publicação nas redes sociais.
Nas últimas semanas, cogitou-se a possibilidade de França substituir o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) no Ministério do Desenvolvimento e Indústria. A costura, que não se concretizou, o deixaria de fora do pleito deste ano por causa das regras eleitorais que exigem que ministros e secretários deixem os cargos até seis meses antes da eleição.
No ano passado, França se colocou como pré-candidato a governador durante um evento do PSB. Com a proximidade das eleições, ele foi preterido por Haddad, que a princípio não queria disputar o Palácio dos Bandeirantes, mas foi convencido por Lula.
Na prática, o agora ex-ministro do Empreendedorismo enfrenta a concorrência de Marina Silva (Rede-SP), que na quarta-feira, 1º, também deixou o governo para disputar a eleição. Ela é cotada para se candidatar ao Senado.
Ao deixar o comando do Ministério do Meio Ambiente, ela não cravou qual cargo disputará. Questionada sobre a vice de Haddad, desconversou e disse apenas que o ex-ministro da Fazenda buscará alguém que potencialize o desempenho da chapa.