Lula ser reeleito não significa que não terá desafios pela frente, diz Marcia Cavallari

26 out 2026 - 15h53
Resumo
Para Marcia Cavallari, da Ipsos, a reeleição de Lula trará grandes desafios devido à estabilidade na aprovação de seu governo durante a campanha, diferindo de disputas como as de 2006 e 2014. Num cenário de forte polarização e cobrança por soluções, a vitória foi decidida na reta final pelo engajamento popular e debates. Com o país dividido e percepções equilibradas entre os candidatos, o novo mandato enfrentará a urgência de entregar resultados concretos aos problemas nacionais.

Marcia Cavallari, líder de pesquisas de opinião pública e reputação corporativa da consultoria Ipsos, avalia que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "não significa que ele não terá muitos desafios pela frente". Durante uma live transmitida nesta segunda-feira, 26, ela explicou que isso se dá principalmente em razão da aprovação do governo que não foi muito alterada durante a campanha eleitoral.

"A campanha inteira ele (Lula) ficou com uma avaliação que quase não mudou, e normalmente, ao longo da campanha eleitoral, a aprovação do governante melhora", explica Cavallari. Ela afirmou que na eleição de 2014, onde Dilma Rousseff foi reeleita, ela conseguiu melhorar de 9 a 10 pontos na avaliação de governo, diferentemente do caso do Lula nessa campanha.

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Ela afirmou que Lula "terá muitos desafios neste novo mandato" porque ele não teve uma aprovação melhor, como inclusive ele teve em outros mandatos, citando sua reeleição de 2006. "Então, a gente ainda tem essa divisão e a questão dos problemas. Os problemas do país que as pessoas buscam uma solução e um posicionamento do governo federal", concluiu.

Cavallari também avaliou que a percepção do debate, a mobilização de última hora, o engajamento das pessoas tanto nas redes quanto nas ruas, fez a diferença e contribuíram para essa virada nessa eleição".

Ela explicou que as pesquisas divulgadas mostraram uma disputa muito acirrada no segundo turno. "Flávio tinha uma percepção de capacidade melhor em alguns problemas do País, e Lula em outros. O que a gente precisava ver era o que ia pesar mais", disse.

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