Após o segundo turno, o ex-candidato Renan Santos afirmou que a vitória de Lula comprova que o antibolsonarismo superou o antipetismo, gerando menor repulsa no eleitorado. Ele descartou fraudes nas urnas, criticou parlamentares que só questionam derrotas e desaconselhou protestos de rua promovidos por bolsonaristas. Por fim, avaliou que o bolsonarismo mobiliza massas, mas não é maioria para a presidência, e defendeu uma reforma eleitoral contra a eleição de influenciadores políticos.
Após o fim do segundo turno da eleição, o ex-candidato à presidência Renan Santos (Missão) se manifestou sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a repercussão do resultado entre o grupo bolsonarista. Em publicações nos Stories do Instagram, feitas na madrugada desta segunda-feira, 26, Santos considera que não houve fraude nas urnas, tese levantada pelo grupo político perdedor, que tinha como candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Além disso, ele aconselha que as pessoas não vão às ruas para questionar o resultado, algo que, segundo ele, também foi incentivado por membros do bolsonarismo.
"Não houve fraude. A campanha do petismo foi colossal. A do bolsonarismo também foi, mas a do Lula aumentou o antibolsonarismo", declarou o presidente do partido Missão. Ele comenta ainda que o "antibolsonarismo é maior que o antipetismo" e que o resultado do segundo turno é uma prova disso.
O político questiona também o comportamento de parlamentares eleitos que põem em dúvida o resultado das eleições apenas quando o resultado não é favorável a eles. Quando há votações numerosas que favorecem esses candidatos, os questionamentos não ocorrem. Como exemplo, cita Nikolas Ferreira (PL - MG) que recebeu votos em todos os municípios de Minas Gerais.
Renan analisa ainda que o bolsonarismo é uma grande força política, com capacidade de mobilizar muitos eleitores e de formar uma grande bancada na Câmara, mas que não é uma maioria absoluta no País para eleger um presidente. Ele também destaca que o bolsonarismo é um movimento capaz de despertar "raiva profunda em muita gente".
Em uma série de postagens feitas já nesta manhã, Renan Santos continua sua avaliação sobre o resultado da eleição e volta a criticar quem incita os eleitores a se mobilizar para ir às ruas. "Nunca são eles que correm o risco", critica. Ele reforça que a diferença de votos obtidos pelos candidatos foi grande e que não foi alterada por fraude e que o "PT gera menos repulsa que os Bolsonaros."
Ele chega a defender também uma reforma eleitoral que barre a eleição de políticos influenciadores. Em crítica, ele afirma que esse grupo possui um "comportamento inacreditável."
Após perder no primeiro turno, Renan não declarou apoio a nenhum dos candidatos do segundo turno.