Na estreia da propaganda no rádio, Lula exaltou conquistas de seu governo, como queda do desemprego e ações na educação, e atacou Flávio Bolsonaro, chamando-o de "pior dos Bolsonaros" ao citar escândalos. Flávio criticou a perda do poder de compra no país, destacou sua atuação na segurança e fez acenos ao eleitorado feminino valorizando a família. Ronaldo Caiado também estreou enfatizando sua trajetória política e fazendo críticas contundentes ao PT.
Na estreia da propaganda eleitoral no rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o legado de seu governo, destacando a criação do programa Pé-de-Meia, a retirada do Brasil do Mapa da Fome e a queda do desemprego, e investiu em ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "o pior dos Bolsonaros". O programa reproduziu um áudio em que o senador pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O candidato do PL, por sua vez, usou seu espaço para criticar a situação econômica do País, apresentar sua trajetória política ao eleitorado, suas credenciais na área de segurança pública e fazer um aceno ao eleitorado feminino. Flávio dedicou parte do programa a falar sobre a mulher e as filhas: disse que "quem manda" em sua casa são elas e afirmou que a paternidade o tornou uma pessoa mais "responsável" e "equilibrada".
No programa que foi ao ar na manhã deste sábado, 29, Lula se apresentou como o presidente que "mais fez universidades na história do País" e citou os investimentos de seu governo em creches e escolas em tempo integral. Na área econômica, a propaganda destacou a menor taxa de desemprego da história e a menor inflação acumulada, além de lembrar que o petista tirou o Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez. Lula também defendeu o fim da escala 6x1, que deve ser uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição.
A propaganda petista reservou boa parte do programa a fazer uma desconstrução de Flávio, com quem Lula está empatado tecnicamente nas pesquisas. A peça afirma que o senador "iniciou a carreira como funcionário fantasma de um gabinete em Brasília", cita as denúncias no escândalo da rachadinha e a homenagem que ele fez a um "matador de aluguel". O programa também mencionou o pedido milionário do senador ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. "Não dá pra confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros", diz a inserção.
O candidato do PL, por sua vez, abriu o programa com críticas à situação econômica do País, contrastando o que chama de "Brasil do Lula" com o "Brasil que a gente vive". O senador citou o endividamento das famílias e as empresas que estão quebrando no País e recorreu a exemplos do cotidiano para ilustrar a perda do poder de compra dos brasileiros. Segundo ele, "uma dúzia de ovos só tem 10 (ovos)", uma caixa de chocolates que antes tinha 20 unidades agora tem 16 e "até pizza o povo está tendo de parcelar".
Na sequência, Flávio procurou se apresentar ao eleitorado. Disse que, aos 21 anos, tornou-se o deputado mais jovem de seu Estado e que hoje está em seu quarto mandato. O programa também deu destaque à sua atuação na área de segurança pública, tema que está no topo das preocupações dos brasileiros, lembrando ter presidido a Comissão de Segurança e atuado como relator do projeto que pôs fim às saidinhas de presos das penitenciárias.
O senador dedicou parte do programa à construção de uma imagem de homem de família e fez acenos ao eleitorado feminino, onde registra menor intenção de voto nas pesquisas. Questionado por um apresentador sobre quem mandava em sua casa, respondeu que eram as mulheres da sua vida e afirmou que o Brasil "só vai ser melhor" se as mulheres forem cada vez mais fortes e vencerem cada vez mais. Flávio também contou a história de seu relacionamento com a mulher e, ao falar sobre a paternidade, afirmou que a chegada das filhas o tornou uma pessoa mais "cautelosa", "responsável" e "equilibrada".
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) usou a primeira propaganda no rádio para se apresentar ao eleitorado e fazer ataques ao PT. O goiano enfatizou sua formação como médico e os 40 anos de vida pública como deputado, senador e governador de Goiás por dois mandatos. A propaganda lembrou que Caiado deixou o governo aprovado por quase nove em cada dez eleitores e afirmou que, durante sua gestão, ele enfrentou o PCC e o Comando Vermelho.
Ao mirar o PT, a peça disse que, quando o partido "começou a invadir a terra de quem plantava, Caiado fez o que ninguém tinha coragem de fazer" e "foi o primeiro a enfrentar esse erro".