Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 25, mostra melhora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora a percepção negativa ainda supere a positiva. Segundo o levantamento, 40% avaliam a gestão como ruim ou péssima, ante 37% que a classificam como boa ou ótima. Outros 22% consideram o governo regular, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em abril, a avaliação negativa recuou três pontos porcentuais, de 43% para 40%, enquanto a positiva avançou quatro pontos, de 33% para 37%. A fatia dos que classificam a gestão como regular oscilou de 23% para 22%.
Os dados de aprovação também indicam um cenário de maior equilíbrio. De acordo com a pesquisa, 48% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 47% aprovam a gestão. Outros 6% não se posicionaram.
Em abril, a desaprovação estava em 49%, contra 46% de aprovação, o que indica um estreitamento da diferença entre os dois indicadores.
Pesquisa mostra melhora na percepção sobre economia
O levantamento aponta também melhora na percepção dos brasileiros sobre a economia e amplo apoio à decisão do governo federal de encerrar a chamada "taxa das blusinhas", ao mesmo tempo em que revela um quadro persistente de endividamento das famílias.
Segundo o levantamento, o percentual de entrevistados que avaliam a economia do País de forma positiva subiu de 33% em abril para 39% em maio, enquanto a fatia dos que enxergam deterioração recuou de 35% para 29%. Outros 31% acreditam que a situação econômica permanecerá igual, e 1% não souberam responder.
A pesquisa também mostra respaldo expressivo à decisão do governo Lula de acabar com a tributação sobre compras internacionais de pequeno valor (até US$ 50). Para 73%, o governo agiu corretamente ao encerrar a cobrança, enquanto 15% avaliam que a decisão foi equivocada; 12% não opinaram. O imposto federal foi extinto por meio de uma Medida Provisória (MP) no dia 13 de maio.
Apesar da melhora na percepção econômica, o retrato financeiro das famílias ainda inspira cautela: 38% afirmam não ter dívidas, enquanto 36% dizem possuir compromissos financeiros em dia e 25% relatam dívidas em atraso há mais de 30 dias. Em relação ao levantamento anterior, caiu a parcela dos que dizem estar sem dívidas, de 41% para 38%.
Entre os entrevistados endividados, o programa Desenrola 2.0 ainda enfrenta resistência: 58% afirmam que não renegociaram nem pretendem renegociar dívidas por meio da nova versão do programa de renegociação do governo federal, enquanto 30% dizem que ainda não aderiram, mas planejam fazê-lo. Outros 6% afirmaram já ter renegociado débitos com base no programa.
O levantamento também sugere melhora gradual na percepção sobre a situação financeira individual. A avaliação positiva da própria condição financeira subiu de 31% para 34% entre abril e maio, enquanto a percepção negativa recuou de 22% para 20%.
A pesquisa foi realizada pela Nexus, por telefone entre os dias 22 e 24 de maio. Foram entrevistados 2.045 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04193/2026.