BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira, 6, que já tem um nome para ser seu ministro da Economia, caso seja vencedor na disputa eleitoral. Flávio afirmou que pretende anunciar o escolhido antes da eleição e que é pessoa de perfil liberal. Ele indicou ainda que o irmão Eduardo Bolsonaro pode cuidar das relações internacionais na sua gestão.
Flávio disse que a equipe econômica que montará, caso eleito, terá autonomia, com continuidade da linha seguida por Paulo Guedes, ministro da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
"Eu tenho conversado com muitas pessoas, não sei se vai ser um 'Posto Ipiranga', mas o que eu vou querer mostrar para o brasileiro é que vai ser um time, se eu puder, um time ainda melhor que o do Bolsonaro, com autonomia para tomar as decisões", disse.
"Na parte econômica, podem ter certeza que eu vou fazer de tudo para montar uma equipe sensacional, com autonomia para fazer o que tem que fazer e, se Deus quiser, com resultado ainda melhor do que foi no governo Bolsonaro", declarou em entrevista ao canal do YouTube do influenciador Paulo Figueiredo.
Questionado sobre a linha que seguirá nas Relações Exteriores, Flávio citou o nome do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sinalizando a possibilidade de nomeá-lo para o comando do Itamaraty. "Temos um craque em casa, nessa parte de relações internacionais. É um privilégio poder contar com o próprio irmão, ou seja, a lealdade é 100%, é sangue do meu sangue", declarou Flávio.
O senador disse que Eduardo tem abertura em outros países e poderia atuar como intermediário para destravar negócios internacionais. "Imagina o Flávio Bolsonaro presidente da República tendo alguém que, pelo mundo, possa trazer investimentos para o Brasil, que esteja ele falando em nome do presidente da República, de mesmo sobrenome [...] Não conheço ninguém no Brasil que reúna essas mesmas qualidades", declarou o senador.
O candidato à vice
O senador relatou que a escolha de seu vice terá de ser alinhada com suas ideias e que traga estabilidade para a chapa. O senador diz, no entanto, que esperará o fim do prazo de desincompatibilização para analisar sua aliança política.
"Precisamos esperar, não tem jeito, não estou enrolando, [...] mas essa data de desincompatibilização de governadores em especial, que é dia 4 de abril. Depois dessa data é que a gente vai ter um cenário real de quem vai ficar no cargo de governo", declarou.
Flávio afirmou que o escolhido terá de ser alguém que "traga ainda mais confiança para uma chapa como essa, que traga ainda mais estabilidade para o País". Citou como exemplo a não ser seguido a escolha de general Braga Netto como vice de Bolsonaro em 2022: "Nada contra a pessoa do general Braga Netto, adoro ele, é um cara fantástico, mas é uma pessoa que não agregava eleitoralmente, porque o meu pai é militar, ele era militar também", declarou.
Flávio disse que o mercado financeiro tem percebido que seu nome "não é tão arriscado", apesar da preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos): "Quando vêm as primeiras pesquisas e me dando resultado, inclusive, acima de outros nomes que estavam sendo colocados na mesa que eram de preferência do mercado, como era o caso do Tarcísio, eles: 'Opa, está fazendo sentido, não é tão arriscado assim colocar o nome do Flávio Bolsonaro para concorrer à Presidência'".
O senador disse acreditar que conseguirá o apoio de partidos de centro e reafirmou a intenção de levar sua candidatura "até o fim". "Você que está apostando aí em balão de ensaio, você que está apostando que é algo que lá no final de março, começo de abril, eu vou voltar atrás, a chance é zero. Eu sou pré-candidato e só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro", declarou.
Ele afirmou nesta que a relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), "está boa". Disse que, durante uma conversa no Natal, Tarcísio afirmou que o senador pode contar com ele.
"Tarcísio fez um gesto muito legal comigo. No Natal, ele me ligou. Eu estava até com o Carlos [Bolsonaro] em casa. Fiquei muito feliz com a ligação dele. Ele falou: 'Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo'. Então, Tarcísio, obrigado pela ligação", declarou Flávio Bolsonaro.
O senador reafirmou que a primeira pessoa com quem conversou sobre a candidatura foi Tarcísio e que o governador sempre disse a ele que não tinha a intenção de concorrer à Presidência. "Ele sempre falou que não queria, eu também não queria. Nossa conversa sempre foi nessa linha, vamos esperar lá pra frente, ver o que vai acontecer", disse o parlamentar.
Flávio disse ainda esperar contar com o palanque de Tarcísio em São Paulo. "Não tenho dúvida que a gente vai estar cada dia mais próximo, mais juntos do que nunca. Porque o projeto dele, para dar certo, tem que estar comigo. E o meu, para dar certo, tem que estar com ele. A relação está boa", declarou.
Flávio Bolsonaro também comentou sobre o encontro recente com o influenciador Pablo Marçal: "Ele me recebeu de braços abertos. Já tínhamos trocado algumas ideias", contou.