O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 2, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não taxasse os produtos brasileiros. O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil e propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados.
"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente (JD) Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles", afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, em referência a sua visita a Washington na semana passada.
A declaração de Flávio ocorre em meio a especulações sobre uma eventual aproximação entre Zema e Caiado. Zema já afirmou que é possível que os dois se unam ainda no primeiro turno para viabilizar outra candidatura de direita no lugar de Flávio, que segue como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto na disputa com o presidente Lula.
A fala foi reforçada por Caiado no dia seguinte, quando o ex-governador goiano disse que existe a possibilidade de que os dois se unissem em uma única chapa. Apesar de reconhecerem que discutiram a aliança, nenhum dos dois comentou quem cederia e aceitaria ser o vice da chapa.
No último sábado, 30, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou que pode ser vice de Caiado, mas ressaltou que a decisão sobre a composição da chapa caberá ao candidato e à sigla. Ele se manifestou sobre após lideranças do PSD defenderem seu nome para vice e disse que recebe as indicações com "honra", mas que a definição depende de articulações políticas e de entendimentos fora da legenda.
Flávio admite possibilidade de Cleitinho como cabeça de chapa para governo em MG
Também durante a entrevista à rádio, Flávio Bolsonaro afirmou que há chances de o senador Cleitinho (Republicanos-MG) sair candidato ao governo de Minas Gerais e que, independentemente da escolha, espera contar com a ajuda do colega de Casa no Estado.
"É uma possibilidade que está na mesa Cleitinho ser o cabeça de chapa, como pré-candidato a governador. As pessoas que dizem que ele não tem preparo, não é verdade, é uma pessoa que sabe o que fala e faz", declarou.
Flávio defendeu a construção de uma "frente ampla" da centro-direita em Minas, considerado um Estado estratégico por ser o segundo maior colégio eleitoral do País.
"Aqui em Minas Gerais, minha convicção é que vamos chegar a um consenso, porque o Cleitinho é um grande quadro, é senador comigo. Gostaria muito de caminhar ao lado dele em Minas Gerais. A gente, o Nikolas, que é esse grande fenômeno, em especial com a juventude", falou, referindo-se ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), influente do PL no Estado.
O pré-candidato reafirmou que pretende apoiar Domingos Sávio (PL-MG) para uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa em Minas Gerais. Disse ainda que calcula ter 22 palanques montados no Brasil e que, na próxima semana, deve ir a Belém e Altamira, no Pará.
Eduardo Bolsonaro como chanceler não é certeza, mas irmão deve ser ouvido
O filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda comentou que, caso eleito presidente, não selou um compromisso de nomear o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) como ministro das Relações Exteriores.
"As pessoas me perguntam: 'Eduardo vai ser chanceler?' Não tenho esse compromisso com ele, ele nunca me pediu isso, nunca conversei com ele sobre isso. Temos que ver quais serão nossos princípios, o que vamos defender para essa Pasta. Mas não tenho nenhuma dúvida que o Eduardo é uma pessoa importantíssima para ser ouvida", declarou.
Ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado e tem aconselhado Flávio em assuntos de política internacional. Ele acompanhou, por exemplo, a visita do irmão ao presidente americano, Donald Trump, na semana passada.