Em ato de 1º de Maio, Haddad prega esforço pela reeleição de Lula e critica resultados de pesquisas

Pré-candidato ao governo de SP participou de ato pelo fim da escala 6x1 ao lado de Tebet e Marina na capital paulista

1 mai 2026 - 14h17
(atualizado às 14h55)

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) disse nesta sexta-feira, 1.º, que vai trabalhar na escala "7 por 0" - todos os dias da semana - pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-ministro da Fazenda participou, no feriado do Dia do Trabalhador, de um ato organizado pela Força Sindical em São Paulo que teve como pauta principal a aprovação do fim da escala 6x1.

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Também estiveram presentes as ex-ministras do Planejamento Simone Tebet (PSB) e do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), que são pré-candidatas ao Senado. Lula não participou dos atos pelo segundo ano consecutivo - em 2024, ele reclamou da falta de público na manifestação organizada pelas centrais sindicais no estádio do Corinthians, em Itaquera. A esquerda realiza atos descentralizados em São Paulo.

Em seu discurso, Haddad disse ser "inadmissível" o que tem mostrado algumas pesquisas eleitorais, que indicam desaprovação do governo Lula e crescimento das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Para o ministro, embora o atual governo não tenha conseguido atender a 100% das demandas da classe trabalhadora, houve diversos avanços.

"Nós avançamos muito no orçamento da saúde, da educação e da assistência social", disse ele, citando também a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. "Agora, nós vamos votar pela jornada 5x2 de 40 horas para o trabalhador. E vamos trabalhar na jornada 7 por 0 para eleger o presidente Lula. Porque nós não vamos descansar enquanto não chegar outubro", completou Haddad.

O petista avaliou que há uma "boa vontade" na Câmara dos Deputados para aprovar a mudança na escala de trabalho até o final do ano. A medida é vista com preocupação por setores produtivos, que temem impactos negativos na economia.

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"O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço", disse Tebet.

A capacidade do governo Lula aprovar pautas no Congresso até a eleição se tornou uma incógnita depois de os senadores rejeitarem nesta semana a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubarem os vetos do presidente ao projeto de lei da dosimetria.

"Quem perdeu não foi o presidente Lula. A derrota foi para o Brasil. E ninguém pode derrotar mais de 200 milhões de pessoas impunemente", disse Marina Silva ao comentar a rejeição de Messias.

Formação da chapa

A chapa lulista em São Paulo ainda não está totalmente definida. Haddad não tem um vice por enquanto, e há três ex-ministros disputando duas vagas para o Senado. Tebet deve ficar com uma delas, enquanto Marina e Márcio França (PSB), ex-chefe da pasta de Empreendedorismo, disputam a restante.

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Questionado sobre o tema, Haddad afirmou que trata-se de um "bom problema". "Somos todos pré-candidatos nesse momento, então nós vamos ter que conversar e vamos chegar a um denominador comum", disse.

Tebet também declarou que a decisão ocorrerá de forma conjunta. "Não sou eu, não é o presidente Lula, não é o Haddad, nem Marina, nem Márcio (França) que vamos decidir individualmente, vamos sentar numa mesa de comunhão e nós vamos trabalhar juntos", disse ela.

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