O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) integrou missão internacional que observou o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, realizado no domingo, 21. O pleito terminou com o candidato derrotado, Iván Cepeda, anunciando pedido de impugnação de 33 mil mesas eleitorais. Ele perdeu para o candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella por menos de um ponto percentual.
Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, ministro substituto do TSE, e a assessora internacional da corte Ana Tarsila de Miranda representaram o Brasil na missão, coordenada pela União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore). Além do Brasil, outros sete países participaram: Argentina, Chile, Equador, Honduras, México, República Dominicana e Uruguai.
Os observadores visitaram quatro centros de votação, acompanhando mais de 150 mesas receptoras de votos. Avaliaram condições dos locais, identificação de eleitores, uso de biometria, entrega de cédulas e sigilo do voto. Após o encerramento, acompanharam o fechamento das mesas, a contagem das cédulas e a divulgação dos resultados preliminares.
O objetivo era contribuir para o fortalecimento da transparência e da confiança nas instituições democráticas.
A apuração preliminar apontou vitória de De la Espriella com 12,9 milhões de votos contra 12,7 milhões de Cepeda — diferença de cerca de 250 mil votos. O resultado oficial, porém, só será conhecido após o escrutínio, etapa em que juízes e autoridades eleitorais revisam as atas para corrigir eventuais inconsistências.
Cepeda anunciou que seu partido pedirá a impugnação de 33 mil mesas, alegando que observadores de seu partido encontraram erros nas seções. Ele disse que reconhecerá o resultado apenas após a conclusão do processo. O presidente Gustavo Petro também pediu cautela e disse ser necessário esperar o escrutínio final.
Após o resultado preliminar, milhares de pessoas foram às ruas em Bogotá e Cali. De la Espriella, por sua vez, ameaçou Cepeda caso ele "estimulasse a violência". Cepeda respondeu pedindo que o presidente eleito não o ameaçasse.