Eduardo Leite divulga "Manifesto ao Brasil" e lança pré-candidatura à Presidência

Em seu segundo mandato no governo gaúcho, Leite não pode concorrer novamente ao cargo

6 mar 2026 - 11h15

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), divulgou nesta sexta-feira (6) um documento intitulado "Manifesto ao Brasil", no qual apresenta reflexões sobre os desafios do país e defende a construção de agendas mais claras para o futuro. A publicação também marca o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, com o governador colocando seu nome "à disposição do país".

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

No texto, Leite critica o cenário de polarização política no Brasil e afirma que o país tem se concentrado em disputas ideológicas em vez de discutir soluções estruturais de longo prazo. Segundo ele, enquanto outras nações planejam estratégias para as próximas décadas, o debate público brasileiro permanece preso a conflitos políticos imediatos. "O Brasil permanece dividido e excessivamente concentrado em disputas que não produzem solução", afirma o governador no manifesto.

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O documento também aborda temas considerados centrais para o cenário nacional, como transição energética, mercado externo, emendas parlamentares, penduricalhos no serviço público e o chamado Caso Master. Ao defender um projeto político alternativo, Leite afirma buscar uma candidatura independente, argumentando que não se alinhou nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Dentro do Partido Social Democrático, Leite disputa espaço para liderar a candidatura presidencial da legenda ao lado dos governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO). A decisão final deve ser tomada pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, que já indicou que o nome escolhido para disputar o Palácio do Planalto deve ser anunciado até meados de abril.

Em seu segundo mandato no governo gaúcho, Leite não pode concorrer novamente ao cargo. Por isso, cresce a expectativa de que ele dispute uma vaga nacional em 2026. Caso confirme a candidatura à Presidência, o governador precisará deixar o comando do estado até 4 de abril, prazo de desincompatibilização estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para candidatos que ocupam cargos no Executivo.

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