RIO - De olho na cadeira do Palácio Guanabara, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou eleições indiretas ao governo do Rio, e voltou a defender que o novo governador fluminense seja escolhido por voto direto.
"DIRETAS JÁ!!!! A população deveria ter o direito de escolher. A decisão do TSE na interpretação de diversos juristas é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas. Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?", escreveu nas redes sociais nesta quinta-feira, 26.
Nesta quarta-feira, 25, o TSE confirmou que a escolha dos cargos de governador e vice-governador do Rio deverá ser de forma indireta. A votação deverá ser conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A confirmação foi feita após a Corte eleitoral corrigir a certidão do julgamento que condenou Castro à inelegibilidade até 2030. O tribunal inseriu os termos "novas eleições indiretas" no documento. Antes, constava apenas "novas eleições" na certidão.
Governador em exercício comunica Alerj sobre eleições indiretas
O governador em exercício do estado, desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, comunicou oficialmente à Alerj sobre a necessidade de realização de eleições indiretas para o governo do Rio.
O ofício foi enviado na manhã desta quinta-feira. No documento, Couto comunica a dupla vacância e o teor da certidão do TSE que determina a realização de eleições indiretas.