Em medida inédita nas eleições de 2026, o ministro Cristiano Zanin, do STF, atendeu a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e prorrogou o horário de votação em todo o Brasil até as 19h. A apuração chegou a ser iniciada, mas acabou interrompida após a determinação. A decisão destoa de pleitos anteriores, como em 2022 e 2000, quando o TSE rejeitou estender a votação, embora situações excepcionais já tenham provocado o adiamento de eleições, como no Amapá em 2020.
A matéria publicada anteriormente continha uma incorreção no primeiro parágrafo. A decisão de prorrogar o prazo de votação até 19h foi tomada pelo STF, e não pelo TSE. Segue texto devidamente corrigido.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma medida inédita ao estender duas horas para o fechamento das urnas eleitorais em todo o País. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que foi sorteado relator após pedidos das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Com a decisão, as urnas serão fechadas neste domingo às 19 horas. A apuração chegou a começar a ser feita, mas foi interrompida logo após a decisão de Zanin.
No segundo turno da eleição de 2022, disputada entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, descartou estender o horário de votação após um pedido do PT que denunciava operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que estavam atrasando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral petista.
Em 2020, porém, houve o adiamento da data do segundo turno na eleição municipal do Estado do Amapá. O pleito estava marcado para o dia 15 de novembro, mas, por conta de um apagão no Estado, foi adiado para o dia 6 de dezembro (primeiro turno) e 20 de dezembro (segundo turno).
Na eleição de 2000, foi feito um pedido para que a eleição municipal fosse adiada em três horas por conta de um feriado judeu. A medida foi negada sob a alegação de que prejudicaria a realização da apuração dos votos.