RIO - Aliado do governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na manhã desta quinta-feira, 19, que a convivência do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), com o presidente Lula "está fazendo ele gostar e defender bandido". O Estadão procurou pelo prefeito e aguarda retorno.
Principal adversário do grupo político de Flávio na disputa ao governo do Rio neste ano, Paes aumentou o tom das críticas contra a política de segurança pública de Castro, em meio às operações policiais deflagradas em ano eleitoral. Uma delas que mirou o ex-secretário de Paes, Salvino Oliveira.
"A convivência do Eduardo Paes com o Lula está fazendo ele começar a gostar de bandido. Defender criminosos perigosos. Obviamente, ele já subiu no palanque. O Rio combate os marginais de forma séria, técnica e competente", afirmou.
Dois dias após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), ex-secretário municipal da Juventude, Paes atacou a cúpula do governo do Estado sob a gestão Castro. O chefe do Executivo da capital fluminense chamou o grupo de Castro de "delinquentes, bandidos e vagabundos" durante a inauguração de um setor do Hospital do Andaraí, na zona norte do Rio, na sexta-feira, 13.
Flávio afirmou que o grupo dele ainda conversa sobre quem será o oponente de Paes em outubro. O prefeito do Rio desponta como o adversário a ser batido pelos demais candidatos.
Uma das estratégias do senador e do governador será o foco na segurança pública, emulando a campanha à Prefeitura do Rio em 2022, em que Alexandre Ramagem - condenado na ação de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) - rivalizou com Paes sobre o tema.
"Acho difícil que o Eduardo Paes tenha noção de segurança pública. Acho muito difícil que ele proponha alguma coisa que vá, de fato, libertar os cidadãos fluminenses que vivem em áreas dominadas. Não dá pra tratar com flores ou com política de desencarceramento, como faz o chefe dele, o Lula", disse.
Escolha do vice na disputa presidencial
Pré-candidato à presidência pelo PL, o senador também afirmou que apesar das costuras internas, ainda não uma definição sobre o nome do vice na disputa presidencial.
"Não tem definição de nada ainda. O presidente Valdemar conversa, obviamente. Tem as preferências dele. A gente faz análise de cenário. Estamos testando pesquisas ainda."
O senador afirmou que conversa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que será um dos coordenadores da campanha presidencial, sobre os últimos ajustes do plano de governo.
"Ele sugeriu que nós fizéssemos no dia 39 uma apresentação. Vamos conversar ainda. Ao longo desses dias, vamos continuar tratando algumas propostas", disse.
Questionado sobre a possibilidade do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), ser lançado como candidato à Presidência, Flávio disse que "vai tocar a vida", caso não tenha o apoio do chefe do Executivo estadual.
"A informação que temos é que ele será indicado pelo PSD. A gente tem que tomar as decisões a partir desse posicionamento dele. Vamos tocar a vida. Conversamos com o Sérgio Moto e ficou definido que ele terá o apoio do PL no Paraná", disse.