Com mandado de prisão por falta de ônibus, secretário de Salvador está em Paris, diz governador

Justiça Eleitoral ordenou que titular da Secretaria de Mobilidade seja detido após problemas de transporte público no domingo de 2º turno das eleições; prefeitura diz que parte dos ônibus não saiu da garagem porque tinha adesivos eleitorais

25 out 2026 - 15h13
Resumo
A Justiça Eleitoral expediu mandado de prisão contra o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por falhas na frota de ônibus no segundo turno das eleições, após denúncia do PT. Segundo o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário está em Paris cumprindo agenda oficial com a vice-prefeita. A pasta alegou que atrasos ocorreram para remover propaganda eleitoral dos veículos. Um pedido de prisão contra o prefeito Bruno Reis foi rejeitado pela Justiça, que exigiu 100% da frota operando.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo, 25, que o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, está em Paris. O titular da pasta é alvo de mandado de prisão após a Justiça Eleitoral identificar falhas na oferta de ônibus na cidade neste domingo, dia do 2º turno das eleições.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou que 100% da frota circule na capital baiana. O PT, autor da denúncia contra a administração soteropolitana, quer estender em duas horas o prazo para votação em Salvador e mais duas cidades baianas.

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A Secretaria de Mobilidade afirmou, em nota, que está normalizando a operação e disse que a determinação original era de que todos ônibus saíssem da garagem, o que não aconteceu porque parte dos veículos tinha adesivos de campanhas. Nas redes sociais, circularam fotos de ônibus com adesivos do PT.

O secretário Pablo Souza está em Paris cumprindo agenda oficial ao lado da vice-prefeita Ana Paula Matos (União Brasil).

"Hoje o secretário de transporte do município, de Mobilidade, não está na Bahia, está em Paris. Você imagina, em dia de eleição. E a coligação do PT também pediu a ordem de prisão do prefeito, porque é a figura maior que se encarrega disso", disse Jerônimo Rodrigues em entrevista à rádio Metrópole.

O pedido de prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), não foi determinado pela Justiça Eleitoral.

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