Quem era Thaissa Gabriely, jovem de 21 anos morta a facadas durante tentativa de estupro

Estudante de Nutrição, de 21 anos, trabalhava na divulgação de uma academia, em Londrina, quando foi atacada; família cobra justiça

17 set 2026 - 13h20
(atualizado às 13h21)
Thaissa Gabriely de Oliveira Marques
Thaissa Gabriely de Oliveira Marques
Foto: Reprodução/Instagram

A família de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, vive um momento de dor e indignação após a morte da jovem, assassinada a facadas em Londrina, no norte do Paraná. Estudante de Nutrição, ela trabalhava na divulgação de uma academia que ainda não havia sido inaugurada quando foi atacada na tarde de sexta-feira (11).

Segundo as informações divulgadas durante a investigação, Thaissa teria sido vítima de uma tentativa de estupro antes de ser morta. Um homem de 21 anos foi preso após o crime e, de acordo com as autoridades e relatos divulgados pela imprensa local, admitiu participação no homicídio.

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O caso provocou revolta em familiares e moradores da cidade. A prima da vítima, Sthephany Naldy Girão, fez um desabafo emocionado e cobrou justiça, além de medidas de proteção às mulheres e assistência psicológica para os parentes.

Em entrevista ao site Banda B, Sthephany falou sobre quem era Thaissa antes da violência que interrompeu sua vida.

“A Thaíssa tinha 21 anos, era uma menina cheia de sonhos e planos, trabalhava em uma academia, cursava Nutrição e ia fazer o vestibular. Ela tinha uma vida inteira pela frente, mas alguém interrompeu tudo isso de uma forma brutal. Nenhuma mulher, ninguém no mundo, merece morrer do jeito que essa menina morreu”, afirmou.

A jovem conciliava os estudos com o trabalho e estava envolvida na divulgação da nova academia onde ocorreu o crime. A UniFil, instituição onde Thaissa cursava Nutrição, também lamentou publicamente a morte da estudante e prestou solidariedade à família.

Como aconteceu o ataque

De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, Thaissa estava em frente à academia, na Avenida Celso Garcia Cid, quando foi abordada pelo suspeito. O homem teria procurado a estudante para pedir informações sobre o estabelecimento. Durante a conversa, ele teria pedido que ela mostrasse o interior do espaço.

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Segundo a investigação, os dois entraram na academia e, no local, o homem teria tentado estuprar a jovem. Thaissa teria reagido e lutado para escapar.

A movimentação continuou pelas escadas em direção ao estacionamento e, posteriormente, para a área interna de um barracão. Foi nesse local que a jovem acabou sendo atacada com uma faca.

Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Thaissa teria sofrido aproximadamente 44 golpes de faca durante o crime.  “É muito tempo tomando facada”, afirmou Sthephany, revoltada, ao falar sobre a violência sofrida pela prima.

Segundo informações divulgadas posteriormente, a Polícia Civil passou a trabalhar com indícios de que o crime pode ter sido premeditado. A investigação busca esclarecer as circunstâncias que levaram o suspeito a abordar Thaissa e o que ocorreu antes da agressão.

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Também vieram a público relatos e áudios que, segundo reportagens sobre o caso, indicariam que Thaissa havia demonstrado medo e comentado com pessoas próximas sobre a insistência do investigado dias antes do crime que teria ido pelo menos cinco vezes ao local. 

Suspeito foi preso após o crime

O homem de 21 anos foi preso depois do ataque. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele teria sido encontrado ferido na mão e inicialmente teria apresentado uma versão relacionada a um suposto roubo.

Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, porém, receberam informações sobre uma pessoa ferida dentro de uma unidade da academia próxima ao local. A investigação posteriormente relacionou o suspeito à morte de Thaissa.

De acordo com os relatos divulgados pela imprensa local, o homem confessou o homicídio. As circunstâncias e a motivação do crime continuam sendo apuradas pelas autoridades.

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Sthephany também criticou o que considerou falta de assistência adequada aos familiares após uma perda tão violenta. Para ela, o atendimento às famílias de vítimas de crimes como esse não deveria terminar nos procedimentos policiais e funerários. A prima defendeu que parentes recebam também acompanhamento psicológico para enfrentar o trauma.

“Eu não vou deixar isso acontecer! Eu vou até o final por ela e pela família”, afirmou.

Ela também questionou o tratamento recebido pelo suspeito depois da prisão e disse que pretende acompanhar o andamento do caso.

Entidades que acompanham casos de violência contra mulheres em Londrina passaram a tratar a morte de Thaissa como feminicídio.

O Néias - Observatório de Feminicídios de Londrina ressaltou que a caracterização do crime não depende necessariamente de a vítima ter algum relacionamento com o autor. Segundo a entidade, mulheres também podem ser vítimas de feminicídio em ataques praticados por homens desconhecidos quando a violência está relacionada à condição de mulher.

A classificação jurídica definitiva, entretanto, depende da investigação e das decisões das autoridades responsáveis pelo caso.

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A revolta da família também se transformou em um pedido para que o caso não seja tratado apenas como mais uma ocorrência policial. Para Sthephany, a história de Thaissa precisa ser lembrada para além da forma como ela morreu. A jovem era estudante, trabalhava, tinha planos profissionais e se preparava para prestar vestibular.

“Eu não vou deixar isso acontecer! Eu vou até o final por ela e pela família”, declarou a prima.

O velório de Thaissa foi realizado no sábado (12), na ACESF, em Londrina, a partir das 7h. O sepultamento ocorreu às 17h, no Cemitério Padre Anchieta.

A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do ataque, incluindo a dinâmica do crime, a eventual premeditação e as circunstâncias que antecederam a abordagem da estudante.

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