Polícia descarta violência sexual em bebê morta no Ceará e investiga homicídio culposo

O caso vinha sendo tratado pela Polícia Civil como "uma ocorrência de estupro de vulnerável seguido de morte".

18 jul 2026 - 08h57
(atualizado às 12h38)

A investigação sobre a morte de uma bebê de 10 meses, registrada em Fortaleza (CE), teve uma reviravolta após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

O exame concluiu que a criança morreu por asfixia e não apresentava qualquer indício de violência sexual. Com o novo resultado, a Polícia Civil alterou a linha de investigação e passou a tratar o caso como homicídio culposo, afastando a suspeita inicial de estupro.

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O caso vinha sendo tratado pela Polícia Civil como "uma ocorrência de estupro de vulnerável seguido de morte".

A conclusão da perícia foi divulgada na sexta-feira, 17 de julho, e diverge da informação repassada anteriormente pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), que havia informado que profissionais da unidade de saúde identificaram possíveis sinais de abuso sexual durante o atendimento da criança.

Bebê de 10 meses morre em Fortaleza.
Bebê de 10 meses morre em Fortaleza.
Foto: Portal de Prefeitura

Segundo a Polícia Civil, os laudos periciais foram determinantes para a mudança na condução do inquérito. Em nota, a corporação informou que, após a análise técnica da Pefoce e o avanço das diligências, ficou descartada a ocorrência de violência sexual.

O caso é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que agora apura as circunstâncias que levaram à morte da bebê sob a hipótese de homicídio culposo.

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Dois homens seguem presos preventivamente. Eles foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, companheiro da mãe da criança, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco Ray. Os dois haviam sido presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na última terça-feira (14).

O resultado da perícia também reforça a versão apresentada pela defesa de um dos investigados, que desde o início sustentava que a morte da bebê havia sido provocada por asfixia, e não por violência sexual.

As investigações continuam para esclarecer como ocorreu a morte da criança e definir a responsabilidade de cada um dos envolvidos. A Polícia Civil informou que novas diligências poderão ser realizadas para complementar o inquérito antes da conclusão do caso.

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