A Polícia Civil de Pernambuco prendeu no Recife um homem acusado de integrar uma quadrilha de falsas entrevistas de emprego, esquema que já causou prejuízos de mais de R$ 500 mil. Atraídas por redes sociais profissionais como o LinkedIn, as vítimas compareciam aos locais e tinham dados e selfies coletados para fraudes, além de terem contas bancárias invadidas e financiamentos abertos em seus nomes enquanto mantinham os celulares desligados. Ele responderá por furto mediante fraude e uso de documento falso.
Um homem foi preso no Bairro do Recife, na área central da capital pernambucana, suspeito de integrar um esquema criminoso que utilizava falsas ofertas de emprego para aplicar golpes financeiros.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da 1ª Delegacia de Rio Branco, após semanas de investigação sobre a atuação da quadrilha.
De acordo com a corporação, o investigado anunciava vagas inexistentes para atrair candidatos. As vítimas eram orientadas a comparecer presencialmente ao endereço informado pelos criminosos, onde preenchiam formulários com dados pessoais.
Essas informações eram utilizadas para a prática de fraudes, incluindo tentativas de financiamento de veículos em nome dos candidatos.
A Polícia Civil de Pernambuco, através da Delegacia de Rio Branco, vinha há cerca de 40 dias investigando uma quadrilha que cometia o golpe da falsa entrevista de emprego. No dia 31 de julho, chegou ao nosso conhecimento que uma vítima tinha sido chamada e, na entrevista, tiraram uma selfie do seu rosto, pediram para que ela desligasse o celular e, a partir disso, deu início ao golpe, em que ela perdeu R$ 120 mil", informou o delegado Ernesto Novaes.
Durante a ação policial, foram apreendidos um notebook, aparelhos celulares e uma mochila. Todo o material será submetido à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Segundo o delegado, a soma dos prejuízos provocados pelos golpes na capital pernambucana já ultrapassa R$ 500 mil.
No dia 6 de agosto, a gente monitorou a atividade do suspeito, fazendo o primeiro flagrante. O falso entrevistador era oriundo do Paraná, foi preso em flagrante por furto mediante fraude eletrônica e uso de documento falso. O golpe não se concretizou por conta da intervenção da equipe policial", explicou.
Ainda conforme Ernesto Novaes, a organização criminosa utilizava redes sociais voltadas ao mercado de trabalho para localizar as vítimas.
Depois, no dia 9 de setembro, aconteceu a mesma coisa. As vítimas eram atraídas porque tinham os perfis divulgados em redes sociais profissionais, como Linkedin. Eram contactadas pelos criminosos, compareciam nas entrevistas, onde era entregue um formulário extenso para ser preenchido. Daí por diante, alegavam que era preciso tirar essa selfie para iniciar o cadastro. Nisso, a vítima, quando ligava novamente o aparelho, recebia mensagens do banco informando que a senha foi alterada e que o dinheiro tinha sido subtraído da conta", completou.