PF vai até o limite em investigação sobre fraude bilionária nas Americanas, diz diretor-geral

26 jun 2026 - 13h31

O ‌diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira que a corporação irá até o limite nas investigações sobre a fraude contábil na varejista Americanas, que provocou um rombo bilionário na ⁠empresa.

Na véspera, a PF cumpriu diversos mandados ‌de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento na fraude detectada em 2023, incluindo ‌os empresários Paulo Alberto Lemann ‌e Carlos Alberto Sicupira e executivos dos ⁠bancos Santander Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, segundo fontes com conhecimento da operação.

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Rodrigues afirmou que foram apreendidos documentos, celulares e outros dispositivos eletrônicos na segunda fase da Operação Disclosure, que ‌podem aprofundar as apurações sobre a suposta fraude ‌da ordem de ⁠R$54 ⁠bilhões.

"O importante é dizer que vamos procurar exaurir tudo aquilo ⁠que temos ‌que investigar em relação ‌a esse caso (Americanas). Isso não quer dizer que seja um inquérito interminável, mas que muitas vezes tem desdobramentos", disse ele a ⁠jornalistas durante evento promovido pela associação Encontro com a Imprensa Internacional (AIE).

"Nesse caso, cumprimos uma etapa ostensiva da investigação, com o recolhimento de documentos, celulares e ‌computadores que podem eventualmente trazer novas informações", acrescentou.

Em comunicado, a Americanas afirmou que não foi alvo ⁠da operação e que colabora com as investigações. Já os acionistas de referência da varejista disseram em nota à imprensa que foram surpreendidos com a operação da PF e que as investigações indicam que eles foram "continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da companhia".

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Itaú, Santander e Bradesco afirmaram colaborar com as investigações sobre o caso Americanas, ressaltando não serem alvos de apuração.

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