Dados extraoficiais apontam ampla vitória de Lula na França no segundo turno, com 83,49% dos votos válidos em Paris e 89,24% em Marselha. A participação na capital foi de 43,97%, superando o primeiro turno em um pleito com fluxo rápido e baixa espera. Apesar de tensões pontuais entre militantes e pequenos incidentes no período da tarde, a votação transcorreu com tranquilidade geral, segundo o consulado brasileiro, e os números foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral para validação.
Daniella Franco e Vitória Barreto, da RFI em Paris
Em Paris, o líder petista obteve 83,49% (9.747 votos) contra 16,51% para Flávio Bolsonaro (1.927). No total, 11.854 pessoas votaram na capital francesa de 27,8 mil aptos para participar do pleito.
A participação em Paris foi de 43,97%, um pouco acima da registrada no 1° turno, em 4 de outubro, de 39,10%. A quantidade de votos nulos foi de 0,74% (88) e de brancos foi de 0,78% (92).
Em Marselha, local de votação que foi aberto neste ano no sul da França, Lula ficou com 89,24% dos votos (929) contra 10,76% (112) para Flávio Bolsonaro. A participação foi de 39,44%, com 0,67% dos votos nulos e 0,10% de votos brancos. No total, 2.660 estavam aptas para participar do pleito na cidade.
Os dados são extraoficiais, com apuração feita por fiscais do PT e do PL em Paris. As informações foram transmitidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve confirmar os resultados oficiais.
Votação tranquila
No geral, a votação transcorreu de forma tranquila em Paris, no Espace Vinci, no 2° distrito de Paris. Os eleitores registrados para votar na capital francesa começaram a fazer fila desde antes do horário de abertura do local de votação, às 8h (4h em Brasília).
No início da manhã, a fila se estendia por cinco quadras, mas os eleitores avançaram rapidamente e havia pouca espera para acessar o local de votação. Antes do meio-dia, pelo horário de Paris, já não havia eleitores aguardando na fila para entrar no Espaço Vinci.
Enquanto o voto no turno da manhã ocorreu tranquilamente, no turno da tarde, a tensão subiu entre alguns eleitores no lado de fora do local de votação. Bolsonaristas e petistas chegaram a trocar insultos e acusações, mas os grupos se dispersaram.
O cônsul-geral do Brasil em Paris, embaixador Fabio Mendes Marzano, afirmou à RFI que foram registrados "pequenos incidentes", como um fiscal que fotografou eleitores dentro de uma sessão - o que é proibido. Também houve o caso de um brasileiro que queria votar em Paris, mas seu título era de Minas Gerais. O homem teve um mal-estar e os bombeiros tiveram de ser acionados para prestar atendimento.
Marzano também destaca o aumento da quantidade de brasileiros que compaceram às urnas em Paris, ao mesmo tempo em que as filas de espera foram menores do que em 4 de outubro. "Tanto nós quanto os eleitores aprendemos no primeiro turno, então foi excelente", comemora.