Lula reajusta Bolsa Família em 15% a pouco mais de 2 semanas de eleições

Piso do maior programa social do Brasil passará de R$ 600 para R$ 691

17 set 2026 - 11h13
(atualizado às 11h27)
Resumo
A duas semanas das eleições, o presidente Lula reajustou o Bolsa Família em 15%, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio para R$ 777. O anúncio ocorre em meio ao avanço do rival Flávio Bolsonaro nas pesquisas, mas o governo justifica a medida como recomposição da inflação para proteger 19 milhões de famílias vulneráveis. A iniciativa terá impacto fiscal previsto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027, segundo estimativas do Ministério do Planejamento.

A pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15% no Bolsa Família, o maior programa social do Brasil, medida que chega na esteira do crescimento de seu rival Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas.

Presidente Lula participa de comício em Ceilândia, no Distrito Federal
Presidente Lula participa de comício em Ceilândia, no Distrito Federal
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com isso, o piso do benefício será aumentado de R$ 600 para R$ 691 por mês, enquanto o valor médio desembolsado pelo programa passará de R$ 675 para R$ 777.

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Segundo o governo, o reajuste apenas recompõe a inflação acumulada desde o início do atual governo, que mantinha o mínimo de R$ 600 estabelecido na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

"O Bolsa Família é central na nossa estratégia de cuidar das famílias mais vulneráveis e garantir renda para que as pessoas saiam da pobreza e possam não ter insegurança alimentar. É um programa cuja previsão legal nos autoriza que o senhor, por decreto, reconheça essa defasagem do poder de compra e faça essa atualização", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em evento no Palácio do Planalto ao lado de Lula.

Criado pelo petista em seu primeiro mandato, em 2003, o Bolsa Família teve o nome alterado por Bolsonaro para Auxílio Brasil, mas foi relançado com a denominação original após o retorno de Lula ao poder, em 2023.

Cerca de 19 milhões de famílias com renda per capita de até R$ 218 por mês recebem o benefício, que é o principal instrumento do governo para combater a pobreza extrema. Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027.

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