Lula e Flávio Bolsonaro fazem campanha em São Paulo a duas semanas da eleição

11 out 2026 - 16h21
Resumo
A duas semanas do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro fizeram campanha em São Paulo com foco na segurança pública. Flávio, líder do primeiro turno com 47%, reuniu-se com o governador Tarcísio de Freitas e lideranças municipais, prometendo mais verbas federais às cidades. Já Lula, que ficou dois pontos atrás, liderou comício na Avenida Paulista, onde defendeu a atuação direta da União contra o crime e convocou jovens e idosos a votarem para garantir sua reeleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) reuniram apoiadores e políticos neste domingo em São Paulo, a duas semanas do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro, que liderou ⁠o primeiro turno em 4 de outubro com 47% dos ‌votos, se reuniu com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aproveitando o ímpeto após o primeiro turno, ‌o senador concentrou seus esforços de ‌campanha no domingo em garantir apoio político por meio ⁠de reuniões com prefeitos e vereadores.

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"Eu sou um municipalista por convicção; eu quero estar muito próximo de cada um de vocês, prefeitos. É assim que a gente vai conseguir construir um Brasil melhor de verdade porque os recursos federais vão chegar ‌na ponta da linha", disse o filho mais velho do ‌ex-presidente Jair Bolsonaro, prometendo ⁠que os ⁠municípios receberão mais verbas para combater o crime caso ele seja eleito.

Já o ⁠presidente Lula, que ficou ‌cerca de dois pontos ‌percentuais atrás na contagem inicial, foi a atração de um grande comício na Avenida Paulista. Ao falar com repórteres antes de subir ao palco, Lula prometeu redobrar os esforços ⁠em segurança pública, uma das principais preocupações dos eleitores.

"Para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção para os bandidos, prisão", disse Lula, acrescentando que, se reeleito, pretende reformular a abordagem nacional ‌ao crime com o envolvimento direto do governo federal.

Do alto de um caminhão de som, o presidente fez um apelo ⁠aos jovens eleitores, que constituíam grande parte da multidão, a comparecerem às urnas, ao mesmo tempo em que reforçou esse pedido aos cidadãos mais idosos, para quem o voto é opcional a partir dos 70 anos.

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Carlos Teobaldo da Silva, de 79 anos, aposentado da Petrobras, que subiu na carreira de pedreiro a supervisor de manutenção, vestiu seu uniforme laranja da empresa para o comício. Ele disse que se sente compelido a votar em Lula, mesmo que o voto seja opcional na sua idade.

"Estou crente na virada, vou continuar lutando pela reeleição e pelos projetos do Lula", afirmou.

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