A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, que estava sendo julgada no Brasil por insultos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, retornou ao seu país natal após pagar uma fiança de quase R$ 100 mil.
A Justiça do Rio também autorizou a devolução do passaporte da acusada e a retirada da tornozeleira eletrônica. Apesar disso, a influenciadora continuará respondendo ao processo por injúria racial.
Os magistrados cariocas determinaram ainda que a ré mantenha contato com as autoridades judiciais brasileiras e se disponibilize a comparecer a eventuais intimações, mesmo residindo no exterior.
O caso remonta a janeiro, quando Páez proferiu insultos racistas contra funcionários de um bar. Durante uma discussão, ela chamou um garçom de "negro" e "macaco", imitando gestos do animal e dirigindo ofensas semelhantes a outros dois trabalhadores do estabelecimento.
O episódio, gravado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, gerou grande repercussão negativa. Presa em fevereiro e posteriormente libertada, Páez permaneceu no Brasil aguardando o andamento do processo.
O caso segue em aberto e, se condenada, ela poderá cumprir pena também na Argentina, conforme acordos bilaterais entre os dois países. .