Datafolha repete Lula com 46% e Flávio com 44% no 2º turno

17 set 2026 - 19h31
(atualizado às 20h34)
Resumo
Pesquisa Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. No segundo turno, o petista lidera numericamente com 46% contra 44% do senador; no primeiro turno, o placar é de 39% a 36%. Ambos também empatam na rejeição, com 47% cada. A sondagem, feita durante tensões no STF envolvendo ministros da Corte, revelou estabilidade na avaliação do governo: a desaprovação permaneceu em 50%, enquanto a aprovação oscilou para 48%, mantendo o quadro de polarização eleitoral.

A vantagem numérica do presidente Luiz Inácio ‌Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na eleição presidencial de outubro se manteve na pesquisa Datafolha desta semana, divulgada nesta quinta-feira.

Lula soma 46% ao passo que Flávio aparece com 44%. Os dois candidatos repetiram a mesma intenção de ⁠votos registrada na semana passada. Ambos estão em empate técnico, dentro ‌da margem de erro de 2 pontos percentuais.

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No cenário de primeiro turno também há empate técnico. O presidente soma 39%, repetindo a ‌porcentagem da semana passada, enquanto o senador ‌do PL tem 36%, em comparação com 35% na semana ⁠passada.  

Em terceira colocação vem Augusto Cury (Avante), com os mesmos 6% verificados na rodada anterior, seguido de Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, porcentagem idêntica à sondagem anterior. Os outros candidatos não conseguiram pontuar acima do patamar de 3%.

Os que disseram que votarão em branco, anularão o voto ‌ou não votarão se mantiveram em 6%. Já os indecisos foram a ‌3%, ante 4%.

Lula ⁠e Flávio Bolsonaro ⁠figuram ainda em empate numérico quando o quesito é rejeição. Questionados sobre em ⁠quem não votariam de jeito nenhum, ‌os dois chegam à ‌marca de 47%, ante 46% da rodada anterior.  

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A pesquisa foi a campo na terça-feira, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) discutia, em meio a bate-bocas e trocas de acusações entre ministros, se deveria analisar conjuntamente ⁠petições contra dois magistrados -- Alexandre de Moraes e André Mendonça. Uma delas trata de supostas mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master. A outra acusa Mendonça de abuso de autoridade e improbidade administrativa.

A corte ‌está atravessando uma das crises mais emblemáticas de sua história e alimentou expectativas sobre um possível impacto eleitoral sobre as principais candidaturas ⁠colocadas. 

APROVAÇÃO DO GOVERNO

A pesquisa também apurou as taxas de aprovação do governo, mas não houve variação significativa nos números: os mesmos 50% que desaprovavam o governo na última rodada o desaprovam agora; aqueles que aprovam a gestão agora são 48%, ante 47% de antes. 

Os que avaliam o governo como "ótimo" ou "bom" passaram de 32% na semana passada para 34%. Os que o avaliam como "ruim" ou "péssimo" mantiveram-se na faixa dos 42%. Os que avaliam o governo como regular são 23%, em comparação a 25% do último levantamento. 

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O Datafolha ouviu 2.002 pessoas entre os dias 15 e 16 de setembro. 

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