CNBB pede proteção de Nossa Senhora Aparecida após controvérsias

Mensagem da instituição pediu um Brasil 'reconciliado' e 'fraterno'

4 out 2026 - 11h12
(atualizado às 11h15)
Resumo
No dia do primeiro turno das eleições, a CNBB pediu a proteção de Nossa Senhora Aparecida para o Brasil após polêmicas na reta final da campanha. A entidade rebateu acusações do senador Flávio Bolsonaro, que a culpava por difundir desinformação contra sua candidatura, afirmando que jamais disseminou mentiras. Bolsonaro agradeceu a resposta em ato político, enquanto o padre Júlio Lancellotti defendeu que debates sobre a perda do título de padroeira da santa não devem ser ignorados como fake news.

Coincidindo com a abertura das urnas para o primeiro turno das eleições neste domingo (4), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu a proteção de Nossa Senhora Aparecida, alvo de controvérsias na reta final da campanha eleitoral.

Mensagem da instituição pediu um Brasil 'reconciliado' e 'fraterno'
Mensagem da instituição pediu um Brasil 'reconciliado' e 'fraterno'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em mensagem publicada em suas redes sociais oficiais, a instituição católica afirmou confiar o destino do país à proteção da padroeira do Brasil.

Publicidade

"Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno", diz a nota.

A polêmica no ambiente religioso intensificou-se após o candidato à presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, acusar a CNBB de atuar na difusão de conteúdos falsos contra a sua candidatura.

Em resposta, a entidade dos bispos rebateu as declarações ressaltando que jamais produziu, autorizou ou participou da disseminação de desinformação no processo eleitoral, destacando que "uma mentira não pode ser combatida com outra mentira".

Posteriormente, em ato político em São Paulo, o senador exibiu uma imagem da Virgem Maria e declarou agradecer à CNBB por "confirmar que se trata de uma grande notícia falsa".

Publicidade

Por outro lado, em entrevista à ANSA, o padre Júlio Lancellotti sustentou que a discussão sobre uma suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de padroeira do país não deve ser classificada levianamente como "fake news". .

TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se