Veja dicas para se proteger de eventuais crimes relacionados a sequestro-relâmpago

Em alguns casos, criminosos obrigam a vítima a transferir, ela própria, dinheiro via Pix para contas criadas exclusivamente para receber o montante

7 jan 2026 - 10h04

Uma mulher foi sequestrada na tarde desta terça-feira, entro do estacionamento de um supermercado na zona sul de São Paulo. Imagens da câmera de monitoramento do local flagraram a ação dos criminosos.

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Entre os tipos de crimes relacionados a sequestros-relâmpago está aquele em que os criminosos obrigam a vítima a colocar senhas dos aplicativos de banco e fazer, ela própria, a transferência via Pix para contas "laranjas", criadas exclusivamente para receber o dinheiro.

Imagens de monitoramento flagram o momento em que a mulher é sequestrada no estacionamento de um supermercado da zona sul de São Paulo.
Imagens de monitoramento flagram o momento em que a mulher é sequestrada no estacionamento de um supermercado da zona sul de São Paulo.
Foto: Câmera de monitoramento/Reprodução / Estadão

Veja dicas para se proteger de eventuais crimes relacionados a sequestro-relâmpago:

  • Controle tudo e seja desconfiado;
  • Controlar seu limite no Pix pelo aplicativo do banco;
  • Não utilize a senha do banco em outros aplicativos;
  • Não anote senhas dentro do celular;
  • Utilize senha, biometria e/ou reconhecimento facial para desbloquear a tela de início do aparelho;
  • Ao receber mensagens ou ligações, é fundamental desconfiar de contatos desconhecidos, principalmente em casos em que a transferência de dinheiro é de forma emergencial;
  • Caso seu celular seja furtado, notifique imediatamente o banco e a operadora de celular sejam imediatamente notificados, para bloqueio dos aplicativos; além disso, faça um o boletim de ocorrência para investigação dos casos.

Botão de contestação do Pix

Desde outubro do ano passado, os usuários do Pix podem acionar um "botão de contestação" em casos de fraude, golpe e coerção. Segundo o Banco Central (BC), as instituições financeiras são responsáveis por disponibilizar a funcionalidade, oficialmente chamada de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), diretamente em seus aplicativos.

Segundo o Banco Central, quando o cliente clica no botão para contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do suposto golpista. O próximo passo é que os recursos existentes na conta do golpista sejam bloqueados pela instituição.

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Depois, há uma análise da contestação, que deve ser realizada pelas instituições financeiras envolvidas. Os bancos têm até sete dias para analisar o caso. Se concluírem se tratar realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima em um prazo de até onze dias após a contestação.

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