Dois homens detidos pelo furto de R$ 5 milhões em joias na Rua Oscar Freire, em São Paulo, foram soltos após depoimento por falta de flagrante. Eles responderão ao inquérito por furto qualificado. Apontados como o pedreiro da ação e o receptador, os suspeitos integraram o grupo que invadiu uma obra vizinha e perfurou paredes de duas lojas até acessar a joalheria. A quadrilha permaneceu mais de 24 horas no local, revirou o estoque e danificou o sistema de monitoramento antes de fugir.
Os dois suspeitos de envolvimento no furto a uma joalheria na Rua Oscar Freire, em São Paulo, foram soltos após prestar depoimento na noite desta terça-feira, 13. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que eles foram liberados, uma vez que não havia flagrante. Eles foram indiciados por furto qualificado e seguirão respondendo ao inquérito.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu os dois suspeitos na tarde desta terça-feira após um furto a uma joalheria em um dos endereços mais luxuosos dos Jardins, zona oeste de São Paulo. Duas lojas de roupa e um imóvel em obra também foram invadidos.
Os presos são um pedreiro que teria sido responsável por quebrar as paredes que levaram o grupo até a joalheria e um homem apontado como o principal receptador das joias.
Aos agentes, o homem afirmou que, ao abrir a loja, constatou que o interior do local encontrava-se "completamente revirado e que as joias expostas e armazenadas no estabelecimento haviam sido subtraídas".
O gerente disse que observou um rombo na parte superior da parede da loja. Assim que chegaram ao local, os agentes viram que havia buracos também em duas lojas de roupa vizinhas, além de uma construção na Rua Doutor Melo Alves que havia sido violada.
O boletim de ocorrência aponta que o responsável pela obra relatou não só o sumiço de ferramentas, como a existência de imagens de câmeras de segurança que mostram a entrada de um dos suspeitos no local por volta das 16h de domingo.
O homem ainda relatou à polícia acreditar que a invasão tenha ocorrido entre a noite de sábado, 10, e a madrugada de domingo, 11, mencionando que comerciantes vizinhos teriam ouvido ruídos semelhantes aos de uma obra.
Como barulhos do tipo não eram tão atípicos por ali, eles disseram não ter suspeitado de irregularidades, o que deu mais tempo à gangue - os criminosos podem ter ficado mais de 24 horas nas dependências das lojas.
A hipótese principal é que, depois de acessar uma primeira loja de roupas a partir da obra, os ladrões violaram a parede divisória de um segundo estabelecimento. "Por fim, mediante novo rompimento de parede, conseguiram acessar o interior da joalheria", afirma o documento.
Conforme o B.O., a representante de uma das lojas afetadas disse à polícia que, apesar dos indícios de invasão, não constatou, em um primeiro momento, a subtração de produtos pertencentes ao estabelecimento.
Ainda assim, afirmou ter encontrado dois bonés desconhecidos no interior do imóvel. "Verificou, ainda, que indivíduos desconhecidos haviam consumido uma garrafa de espumante pertencente ao estabelecimento", aponta o documento.
No interior da joalheria, além de violarem gavetas e expositores, os criminosos teriam interferido no sistema de segurança, cobrindo equipamentos de monitoramento e levando o dispositivo responsável pelo armazenamento das imagens. Os criminosos teriam fugido por volta de 1h20 de segunda./COLABOROU ÍTALO LO RE