SPIW Pop&Tech; aposta em experiências imersivas: 'Arte humaniza a tecnologia'

Com túneis de LED, cardumes tecnológicos e espaços sem wi-fi, São Paulo Innovation Week usa arte e cultura para 'humanizar' o debate sobre inovação e IA

7 mai 2026 - 11h13
(atualizado às 13h41)

Entre túneis de LED, cardumes tecnológicos, hologramas e até espaços sem Wi-Fi, o São Paulo Innovation Week (SPIW) quer fazer o público discutir o futuro também por meio de experiências imersivas, sensoriais, que mexem com o corpo inteiro. O futuro também deve ser sentido na pele num laboratório sensorial a céu aberto.

O evento global de inovação e tecnologia promovido pelo Estadão, em parceria com a Base Eventos, vai oferecer obras, instalações e vivências em uma narrativa que combina conteúdo intelectual com arte, inovação, moda, música, cinema e tecnologia consolidadas no conceito SPIW Pop&Tech.

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A empresa de tecnologia criativa Led Pulse, referência mundial em exibições artísticas com LED volumétrico 3D de alta tecnologia, apresenta a experiência interativa Hu•Machine. A intenção da obra é explorar o limite entre a intuição humana, a cognição e a consciência coletiva. São 26 módulos com 156 mil LEDs a serviço de um organismo vivo que reage de acordo com o público presente dentro da obra.

A IA também aparece na Exposição Instantânea, uma obra efêmera que existe por apenas 30 segundos. A partir de comandos de voz do visitante, sistemas generativos criam imagens únicas projetadas em grande escala. E desaparecem.

Para Weller, o objetivo não é glorificar a inteligência artificial, mas questionar seus limites. "A curadoria trata a IA como expansão das possibilidades humanas, não como substituição da criatividade", afirma.

Um lugar sem internet

Em meio a tantas telas, projeções e estímulos digitais, uma das instalações mais provocativas do SPIW aposta justamente na desconexão.

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Criada pela artista plástica Solange Fabião, No Reply Zone é uma área livre de wi-fi onde os visitantes entram em "modo avião" para viver uma experiência sem notificações, algoritmos ou redes sociais.

O lounge 'No Reply Zone' oferece uma zona desconectada a partir de bloqueadores de Wi-fi
O lounge 'No Reply Zone' oferece uma zona desconectada a partir de bloqueadores de Wi-fi
Foto: Solange Fabião/Divulgação / Estadão

O espaço mistura sons, textos, poesia e silêncio para discutir hiperconectividade, excesso de informação e isolamento digital. "O festival também quer discutir os limites e excessos da tecnologia", afirma Weller.

O objetivo é oferecer um contraponto ao fluxo torrencial de informações e ao isolamento social digital, estimulando a interação física e a reflexão crítica sobre os modos de vida contemporâneos e a hiperconectividade.

Moda holográfica, performances e música

A programação do SPIW também atravessa moda, dança e música. The Walk, definida pelos organizadores como a primeira passarela imersiva do Brasil, mistura hologramas, inteligência artificial e moda digital em desfiles que combinam peças físicas e looks gerados por IA.

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O espaço conta ainda com uma experiência interativa onde o público poderá explorar conteúdos sobre Moda do Futuro e experimentar looks por meio virtual

Na dança, performances interativas unem realidade virtual e presença física em espetáculos que transformam o público em parte da obra. Entre os destaques estão os coletivos paulistanos Mox e Lightwire.

Já o Music Space discute o futuro da indústria musical, streaming, produção artística e IA com nomes como Lobão, KondZilla e Luciana Mello. A programação musical inclui ainda apresentações da Bachiana Filarmônica SESI-SP, regida por João Carlos Martins, além de shows de Toni Garrido.

O Cine Prosperidade, iniciativa paulistana que transforma o pensamento sobre o futuro em filmes na tela, irá proporcionar um espaço de pausa, profundidade e experiência com a apresentação de três dos cinco episódios da série São Paulo: Cidade Mundo.

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A série apresenta a cidade como protagonista de um sistema complexo e paradoxal, sempre em transformação e em camadas nem sempre visíveis.

"A diversidade de propostas, cinema, interação, realidade estendida, mostra a própria cara do evento. Temos desde vencedores do Prêmio Nobel, passando pelo escritor Ailton Krenak até o cantor Lobão. O evento já mostra sua personalidade", diz Weller.

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