Uma vistoria realizada pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul apontou uma série de irregularidades na Penitenciária Modulada Estadual de Osório, incluindo falhas no sistema de abastecimento de água e problemas sanitários. A inspeção ocorreu no dia 29 de março de 2026, após denúncias de falta de água na unidade prisional.
A fiscalização foi conduzida pelo defensor público Irvan Antunes Vieira Filho e percorreu todas as dez galerias distribuídas em cinco módulos do presídio. Durante a visita, foi confirmada a necessidade de abastecimento emergencial por caminhões-pipa do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, com reservatórios de aproximadamente 5 mil litros de água captada da rede da Companhia Riograndense de Saneamento.
De acordo com relatos colhidos durante a inspeção, o fornecimento de água ocorre de forma irregular, com registros de galerias que recebem água por poucos minutos ao dia. Em setores mais distantes da rede hidráulica, detentos afirmaram não ter acesso à água nas celas. Também foram registradas reclamações sobre a qualidade do líquido, descrito como turvo e com odor desagradável.
O relatório também menciona falhas estruturais no sistema hidráulico da penitenciária, incluindo baixa pressão da bomba do poço artesiano e parte da caixa d'água principal fora de funcionamento. A situação é agravada pela superlotação da unidade, que foi projetada para cerca de 650 pessoas, mas abriga atualmente mais de 2 mil detentos. A inspeção ainda identificou problemas na alimentação e relatos de doenças associadas às condições sanitárias.