O promotor de Justiça Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, de 55 anos, foi encontrado morto em sua casa em Limeira (SP). Com três décadas de atuação no Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele destacou-se no combate ao crime organizado no Gaeco e na docência universitária. Sua morte motivou luto oficial de três dias na cidade e homenagens de entidades jurídicas. A perícia não apontou sinais de arrombamento na residência, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
O promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, de 55 anos, foi encontrado morto na segunda-feira, 31, na casa em que morava em Limeira, no interior de São Paulo.
Natural de Bauru, também no interior paulista, Bevilacqua nasceu em 8 de novembro de 1970. Formou-se em Direito pela Instituição Toledo de Ensino em 1993 e, dois anos depois, ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), onde atuou por muitos anos no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Bevilacqua foi descrito pelo MPSP como alguém que "desfrutava de imenso prestígio na classe por conta de seu brilhantismo, sua competência e combatividade no enfrentamento aos ilícitos de qualquer natureza".
Segundo o órgão, ele deixa um legado de serviços prestados "por seu notável compromisso com os interesses da sociedade, que sempre defendeu com invulgar denodo".
"Neste momento de dor, os integrantes do MPSP, que perdem um companheiro de trabalho e um amigo inesquecível, se solidarizam com seus familiares", escreveu o órgão em nota.
A Associação Paulista do Ministério Público (APMP) também lamentou a morte e destacou que Bevilacqua trabalhou por mais de 30 anos no MPSP, "atuando brilhantemente como promotor de Justiça".
Bevilacqua também foi professor universitário em áreas como Direito Ambiental, Constitucional e Processual Penal. Entre as instituições na qual trabalhou estão a Universidade Paulista (Unip) e a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
A Prefeitura de Limeira decretou luto oficial de três dias em razão da morte do promotor e destacou que ele foi "um importante colaborador do município em ações de repressão à perturbação do sossego e de combate à chácaras irregulares".
Já a 35ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Limeira afirmou que Bevilacqua "construiu uma história marcada pela firme atuação na defesa da sociedade, pelo compromisso com a Justiça e pelo respeito às instituições que integram o sistema de Justiça".
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) não respondeu à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.
Em entrevista à TV Globo, o delegado Américo Sidnei Rissato, da Delegacia Seccional de Limeira, afirmou que o promotor foi encontrado no quarto dele, já sem vida. "Foi feita uma varredura total na casa pelos policiais e pela perícia e nada de anormal foi encontrado, nenhum sinal de arrombamento ou coisa do tipo", disse. O caso é investigado.