Polícia Civil investiga desaparecimento de corpo em cemitério municipal no Rio

Filho da falecida encontrou corpo de outra pessoa ao ter a sepultura da mãe aberta

8 abr 2025 - 11h14
(atualizado em 9/4/2025 às 09h11)
Resumo
O corpo de uma mulher desapareceu de uma sepultura no cemitério municipal São Miguel, em São Gonçalo (RJ). A Polícia Civil investiga o caso, que pode ser resultado da troca de registros no dia do enterro, segundo a prefeitura.
Corpo de mulher desapareceu no cemitério municipal São Miguel, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro
Corpo de mulher desapareceu no cemitério municipal São Miguel, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro
Foto: Imagem de arquivo/Divulgação/Prefeitura de São Gonçalo

O corpo de uma mulher desapareceu no cemitério municipal São Miguel, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela Polícia Civil, após o filho da falecida, Gilbert Tavares da Matta, afirmar que, ao abrir a sepultura da mãe na última semana, encontrou o corpo de outra pessoa no local.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a mãe de Gilbert foi enterrada há sete meses em uma sepultura cedida pela Prefeitura de São Gonçalo. A desconfiança de que pudesse haver alguma irregularidade surgiu na última quinta-feira, 3, quando ele esteve no cemitério para tratar do sepultamento de uma tia.

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Ao passar pela sepultura da mãe, o filho notou que a tampa havia sido trocada, e exigiu que a cova fosse aberta. Ele se surpreendeu ao ver que o corpo que estava dentro do caixão não era o da mãe, mas de uma mulher desconhecida.

Além do caixão ser diferente, a mulher teria cabelos loiros e compridos, e a mãe dele, que morreu de câncer, estava sem cabelos devido ao tratamento de quimioterapia, quando foi enterrada. Os pertences que estavam dentro também não eram os mesmos.

Ao Terra, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a 72ª DP (São Gonçalo) investiga o caso. “A perícia foi acionada para o local e a vítima foi ouvida. O responsável pelo cemitério prestará depoimento e outras diligências estão em andamento para apurar todos os fatos”, diz a nota.

A reportagem também entrou em contato com a Prefeitura de São Gonçalo, que respondeu que, após conhecimento dos fatos, foi aberta uma sindicância para apuração do ocorrido. "A administração do cemitério já vem atuando para o esclarecimento dos fatos. Em relação à exumação realizada há seis anos, consta na documentação que os restos mortais foram entregues à família", diz a nota.

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Gilbert registrou um boletim de ocorrência na sexta-feira, 4, e após a denúncia, a administração do cemitério autorizou a abertura de sete sepulturas na tentativa de localizar o corpo da mão dele, sem sucesso até o momento. A Polícia Civil ainda irá ouvir o responsável pelo local, e irá realizar novas diligências.

Fonte: Redação Terra
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