Operação Obelisco: Polícia Civil desarticula rede de sonegação fiscal bilionária no interior gaúcho

A segurança econômica do Rio Grande do Sul voltou a ser pauta nesta terça-feira (27) com a deflagração da Operação Obelisco no município de Dom Pedrito, localizado na Região da Campanha. Conduzida pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Dercap), a ofensiva representa um desdobramento direto da Operação Acerto de Contas, aprofundando o cerco […]

27 out 2026 - 17h54
Resumo
A Polícia Civil do RS deflagrou a Operação Obelisco em Dom Pedrito para combater fraudes fiscais e blindagem patrimonial. A ação apura crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica cometidos por 12 empresas, com sonegação estadual superior a R$ 550 mil. O esquema era articulado por um escritório de Sapiranga, cujo operador já está preso, que oferecia fraudes contábeis pelo estado. Foram cumpridos cinco mandados de busca para recolher provas e buscar o ressarcimento aos cofres públicos.

A segurança econômica do Rio Grande do Sul voltou a ser pauta nesta terça-feira (27) com a deflagração da Operação Obelisco no município de Dom Pedrito, localizado na Região da Campanha. Conduzida pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Dercap), a ofensiva representa um desdobramento direto da Operação Acerto de Contas, aprofundando o cerco a esquemas sofisticados de fraude fiscal e blindagem patrimonial ilícita.

As apurações iniciais revelam que pelo menos 12 empresas estão sob investigação direta, somando indícios de sonegação superior a R$ 550 mil apenas no que tange aos tributos estaduais. De acordo com as autoridades policiais, os administradores dos estabelecimentos envolvidos são suspeitos de cometer crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica, utilizando artifícios contábeis complexos para burlar o Fisco.

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O epicentro da rede criminosa, conforme apontado pelo delegado Cassiano Cabral, diretor do Dercap, remonta a um escritório de contabilidade sediado em Sapiranga. O principal operador do esquema está preso preventivamente desde o início do ano, após as primeiras fases da investigação. No entanto, diligências complementares comprovaram que a atuação do escritório ultrapassou os limites da Região Metropolitana de Porto Alegre, atraindo empresários de regiões distantes em busca de "soluções" ilegais para suas dívidas corporativas.

Com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil busca agora consolidar provas documentais, digitais e contábeis, além de dimensionar o prejuízo exato causado ao erário público. O objetivo central da operação é garantir a responsabilização criminal dos envolvidos e viabilizar o ressarcimento integral dos valores sonegados à sociedade gaúcha.

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