MP denuncia vizinhos por matar, esquartejar e esconder corpo de corretora em Florianópolis

Crime ocorreu em março deste ano; Luciani Aparecida Estivalet Freitas teria sido sedada antes da morte

23 mai 2026 - 20h42
(atualizado às 21h45)
Corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi morta e esquartejada por vizinhos em Florianópolis (SC)
Corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi morta e esquartejada por vizinhos em Florianópolis (SC)
Foto: Reprodução/Instagram:@lucianiestivalet

Três vizinhos foram denunciados nesta sexta-feira, 22, por assassinar a corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis (SC). A família denunciou o desaparecimento da vítima após suspeitar que outra pessoa estaria usando o celular, ao serem enviadas mensagens com diversos erros gramaticais, algo considerado incomum. O corpo dela foi encontrado esquartejado dias depois. 

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, o crime ocorreu em 3 de março deste ano. Uma empresária, um homem e outra mulher, que moravam no mesmo condomínio de Luciani, são apontados como executores do latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e corrupção de menores. 

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A investigação indica que eles teriam agido de forma conjunta e com divisão de tarefas. Uma das mulheres teria sido responsável por preparar e ministrar substâncias sedativas à vítima, com o objetivo de reduzir qualquer possibilidade de reação. 

Já a empresária teria aproveitado o acesso ao imóvel da corretora para executar a fase mais violenta do crime e provocar lesões que a levaram à morte. Enquanto o homem e a primeira mulher teriam prestado apoio material, vigilância e cooperação durante a execução.   

Depois do crime, conforme a denúncia, os três teriam roubado diversos bens, incluindo eletrônicos, o veículo, cartões bancários e dados pessoais. Na época, a polícia encontrou compras realizadas com os dados da vítima, principalmente em plataformas de comércio online. 

Em seguida, o homem teria esquartejado o corpo de Luciani, com apoio ‘logístico’ da empresária e da outra mulher. Os três também teriam transportado e descartado os restos mortais da corretora em diferentes locais, além de envolver um adolescente no crime. 

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O MP-SC informou que a denúncia foi ajuizada, mas ainda não foi recebida pela Justiça. Após o recebimento, a ação será distribuída a uma das Promotorias de Justiça Criminais da Capital e os três passam a ser réus pelos crimes. 

Relembre o caso

Luciani foi vista pela última vez no dia 5 de março. De acordo com familiares, um boletim de ocorrência foi registrado no dia 9 de março, depois que os irmãos passaram a desconfiar que outra pessoa estava usando o celular de Luciani. 

O irmão da vítima, Matheus Estivalet, relatou que a suspeita surgiu após mensagens com erros gramaticais incomuns, como “pesso” em vez de “peço” e “precionando” no lugar de “pressionando”.

Segundo a Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), após o registro do desaparecimento, foram identificadas compras realizadas com os dados da vítima. No dia seguinte, policiais  descobriram que um adolescente retirava as mercadorias em diferentes locais na região norte da ilha. O rapaz morava no mesmo residencial de Luciani. 

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Também foi constatado que o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 em Laranjal Paulista, quando um proprietário de padaria foi morto com um tiro na cabeça. Ele e a companheira, de 30 anos, residiam também em um apartamento vizinho ao da vítima.

No dia 11 de março, a investigação encontrou indícios de que a administradora do residencial, uma mulher de 47 anos e parente dos proprietários, estaria associada ao casal, beneficiando-se das compras feitas em nome de Luciani. 

Os pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, estavam escondidos em outro apartamento desocupado e sob responsabilidade da mulher. Os três foram presos na sequência.

Corpo esquartejado

As investigações também indicaram que o tronco de um corpo feminino encontrado em Major Gercino no dia 9, com sinais de esquartejamento, pertencia a Luciani. Segundo a polícia, outras partes do corpo foram levadas até uma ponte na zona rural e jogadas em um rio, divididas em cinco pacotes pelo casal e pelo adolescente. 

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O caso contou com apoio da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), da 8ª Delegacia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de São João Batista e da Polícia Rodoviária Federal.

Luciani trabalhava como corretora e administradora de imóveis na região da Praia do Santinho, em Florianópolis, e também gerenciava propriedades no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal Terra
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