Morador de Canoas perde R$ 51 mil em falso leilão de carros que fez ao menos 90 vítimas

Operação Lance Cego cumpre 15 prisões e 22 buscas em São Paulo contra grupo suspeito de aplicar golpes pela internet

24 set 2026 - 09h58
Resumo
A Polícia Civil deflagrou a Operação Lance Cega contra um grupo criminoso responsável por um falso leilão de veículos pela internet, que gerou cerca de R$ 1 milhão em prejuízos a pelo menos 90 vítimas pelo país, incluindo um morador de Canoas que perdeu R$ 51,7 mil. A ação cumpre 15 mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão no estado de São Paulo, além do bloqueio de contas bancárias, mirando os operadores financeiros, negociadores e os desenvolvedores da plataforma fraudulenta.

Um morador de Canoas perdeu R$ 51,7 mil após participar de um suposto leilão de veículos pela internet. Ele se cadastrou em um site em abril deste ano, arrematou um carro e realizou o pagamento, mas nunca recebeu o veículo. Segundo a Polícia Civil, o site fazia parte de um esquema fraudulento que já teria provocado prejuízos a pelo menos 90 vítimas em diferentes Estados.

Foto: Polícia Civil / Divulgação / Porto Alegre 24 horas

A operação que investiga o grupo foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (24). Batizada de Lance Cega, a ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e cumpre 15 mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão em cinco cidades de São Paulo: Diadema, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e a capital.

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Até o momento, quatro pessoas foram presas durante a operação. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias relacionadas ao esquema.

De acordo com a investigação, os criminosos utilizavam um site que simulava uma plataforma legítima de leilões de veículos. As vítimas realizavam o cadastro, participavam das supostas negociações e efetuavam os pagamentos, mas os carros não eram entregues.

Entre os alvos dos mandados de prisão estão pessoas apontadas como operadores financeiros do grupo, suspeitos de negociar diretamente com as vítimas e integrantes responsáveis pelo desenvolvimento do site utilizado nas fraudes.

A investigação identificou até agora aproximadamente R$ 1 milhão em prejuízos atribuídos ao esquema.

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A apuração é conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos, ligado ao Ministério da Justiça, e da Polícia Civil de São Paulo.

As equipes cumprem as medidas judiciais para reunir novas provas, identificar outros integrantes do grupo e esclarecer a extensão do esquema, que teria atingido vítimas em diferentes Estados brasileiros.

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