A Polícia Civil concluiu que o assassinato de José Alcides Boeira da Silva, de 67 anos, em Osório, foi um latrocínio e não um ritual, apesar de símbolos desenhados com sangue na casa. Um homem de 34 anos foi indiciado após ser preso preventivamente em Balneário Camboriú. Segundo a investigação, o criminoso, que não conhecia a vítima, furtou bens e a matou a golpes na cabeça apenas para eliminar testemunhas, descartando qualquer motivação religiosa ou esotérica no caso.
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o assassinato de José Alcides Boeira da Silva, de 67 anos, encontrado morto em sua residência no município de Osório. O caso, que chamou atenção pela presença de um símbolo esotérico desenhado com o sangue da vítima, teve o inquérito finalizado com o indiciamento de um homem de 34 anos por latrocínio (roubo seguido de morte).
Segundo o delegado responsável pelo caso, João Henrique Gomes de Almeida, o suspeito — que já possuía antecedentes criminais por roubo e foi preso preventivamente em julho em Balneário Camboriú (SC) — não conhecia a vítima. A autoridade policial destacou ainda que não foi encontrada nenhuma relação entre o homicídio e práticas religiosas ou oferendas.
De acordo com as diligências, a verdadeira motivação para a violência extrema foi a eliminação de testemunhas. O delegado explicou que, após subtrair bens do imóvel, o criminoso optou por tirar a vida do morador para não deixar rastros que pudessem identificá-lo posteriormente.
O crime ocorreu em maio, em um imóvel situado na rua Marechal Floriano Peixoto, na área central de Osório. A vítima, descrita por familiares como um cristão praticante e sem desafetos, foi encontrada com ferimentos na cabeça e marcas de violência, ao lado de uma barra de ferro e de traços em formato de olhos, astros e triângulos feitos com sangue em um móvel da casa.