A Polícia Civil de Santa Maria investiga dois casos de violência infantil ocorridos em menos de 24 horas. Em um deles, um jovem de 13 anos fugiu após sofrer agressões e ser obrigado a trabalhar vendendo balas. No outro, um garoto de 11 anos andou sete quilômetros à noite para pedir ajuda após ser espancado pela mãe por não realizar afazeres domésticos. Ambas as vítimas tinham lesões visíveis e foram resgatadas com o apoio de populares e do Conselho Tutelar.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria abriu inquéritos policiais para apurar dois casos graves de maus-tratos e exploração envolvendo menores de idade, registrados no município em um intervalo inferior a 24 horas na última quinta-feira (27).
No primeiro caso, um adolescente de 13 anos recorreu ao auxílio de uma moradora após fugir de casa. Ele relatou que sofria agressões familiares e era obrigado a trabalhar vendendo balas pelas ruas da cidade sob ameaça de punições caso não atingisse metas diárias de arrecadação. O jovem chegou a dormir na rua em situação de vulnerabilidade antes de receber acolhimento e ser encaminhado aos órgãos de proteção com apoio do Conselho Tutelar.
Na segunda ocorrência, um menino de 11 anos caminhou a pé por cerca de sete quilômetros durante o período noturno em busca de socorro, após ser agredido fisicamente pela mãe por não ter executado tarefas domésticas. Ele foi amparado por um casal na via pública, que o conduziu ao quartel do Corpo de Bombeiros no bairro Camobi.
O menino apresentava lesões visíveis na região da boca e do pescoço e relatou um histórico contínuo de violência em seu ambiente familiar. Ele recebeu atendimento inicial, passou por exames de corpo de delito e ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar enquanto as responsabilidades penais são investigadas pela Polícia Civil.