Yujiro Kushida, lutador japonês e ex-participante da World Wrestling Entertainment (WWE), em passagem pela capital paulista nesta segunda-feira, 10, fez uma publicação nas redes sociais na qual se mostrou surpreso com o preço que pagou por dois kiwis, R$ 95, no Mercado Municipal de São Paulo. O Estadão entrou em contato com a Prefeitura e aguarda retorno.
Segundo o site do WWE, Yujiro foi campeão em 2021, disputando na categoria pesos-médios do NXT (marca do WWE), luta livre profissional.
Yujiro postou uma imagem da nota fiscal e questionou se o preço cobrado era justo. "Não consegui recusar depois de me deixarem experimentar tantas amostras. Custou o mesmo que o rodízio de churrasco que comi ontem à noite — brasileiros, isso é um preço justo?", escreveu.
"Caiu demais no golpe", comentou na publicação Matheus Narcizo, dono de um dos maiores canais de WWE no Brasil. "Kushida-san, espero que, quando voltar, você enfrente o dono da barraquinha de frutas em uma No DQ match", brincou outro usuário em vídeo produzido pela Brazilian Wrestling Federation (BWF).
Em despedida do País, Kushida disse que estava muito feliz e que gostaria de voltar em breve ao Brasil. Depois, brincou com o preço dos kiwis: "Eu não imaginava que o kiwi fosse tão caro no Brasil. Não tenho mais dinheiro. Adeus".
Segundo dados da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgados nesta segunda-feira, o quilograma do kiwi importado no atacado custa cerca de R$ 24,44. Com R$ 95, o lutador conseguiria comprar aproximadamente 3,8 kg da fruta no Ceagesp.
O que diz o Procon-SP?
Em nota, o Procon-SP disse que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que o preço dos produtos deve ser informado de forma correta, precisa e ostensiva, de forma prévia ao consumidor.
"Situações em que o consumidor foi induzido a amostras de produtos sem saber que seria cobrado podem ser caracterizadas como práticas abusivas", esclareceu o Procon-SP.
No caso de divergências no preço, a pasta informou que o cliente deve guardar os comprovantes, fotos e outras evidências e contestar a cobrança no estabelecimento. Havendo divergência de preços para o mesmo produto, o Procon-SP orienta que prevaleça o menor valor informado.
Se o conflito persistir, pode-se fazer denúncia junto aos Procons mais próximos. O Procon-SP atende virtualmente as reclamações registradas em seu site.