Homem é condenado a 8 anos por atacar trabalhador do SAMU com facão em Piratini

Réu foi condenado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio dentro da sede do serviço.

1 set 2026 - 12h44
Resumo
Um homem foi condenado a oito anos de prisão por tentar matar um funcionário do SAMU com um facão em Piratini (RS). O crime ocorreu em fevereiro de 2025, dentro da unidade, mas a vítima sobreviveu ao conseguir se abrigar. O réu foi condenado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio duplamente qualificado. O tempo final de reclusão foi definido após a Justiça acolher um recurso do Ministério Público para corrigir uma falha no cálculo inicial da dosimetria da pena.

Um homem foi condenado a oito anos de prisão por tentar matar um trabalhador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em Piratini, no Sul do Rio Grande do Sul. A pena foi corrigida pela Justiça após o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) identificar um erro no cálculo da sentença.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

O ataque aconteceu em 17 de fevereiro de 2025, na sede do SAMU do município. Conforme a denúncia, o acusado entrou no local armado com um facão e avançou contra um dos profissionais que trabalhavam na unidade.

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A vítima conseguiu se proteger e buscar abrigo, evitando que o ataque terminasse em morte. O homem foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O caso foi levado ao Tribunal do Júri em 18 de agosto. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, além das duas qualificadoras apresentadas pelo MPRS, e condenaram o réu.

Após a sentença, a promotora de Justiça Amanda Jessyca de Souza Alves identificou um erro na dosimetria, etapa utilizada para calcular a pena. Ela apresentou embargos de declaração à Justiça, que reconheceu a falha e corrigiu o cálculo.

A decisão foi proferida na terça-feira (25) pela Vara Judicial da Comarca de Piratini. A correção não modificou o resultado do julgamento nem o entendimento dos jurados, apenas ajustou o cálculo para estabelecer a pena definitiva em oito anos de reclusão.

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A promotora foi responsável pela denúncia e também atuou durante o julgamento em plenário.

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