Gravuras de Henri Matisse que foram roubadas da biblioteca Mário de Andrade são encontradas

Obras de arte estavam em casa em São Bernardo do Campo; outras gravuras, de Candido Portinari, seguem desaparecidas

13 ago 2026 - 20h34
(atualizado às 21h00)

As gravuras de Henri Matisse que foram roubadas em dezembro de 2025 da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, foram encontradas nesta quinta-feira, 13, em uma casa em São Bernardo do Campo. A informação foi confirmada ao Estadão pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

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Outras gravuras roubadas no mesmo dia, cinco obras produzidas pelo artista brasileiro Candido Portinari, seguem desaparecidas. As obras foram roubadas em 7 de dezembro.

Conforme as investigações da Polícia Civil de SP, o mandante e mentor do crime é Laéssio Rodrigues, apontado como o maior ladrão de obras do Brasil, que está detido.

Laéssio foi preso preventivamente em abril de 2026 depois de tentar corromper um agente de segurança de um instituto federal do Rio de Janeiro para subtrair obras de arte. O valor do suborno teria sido de R$ 500 mil. A ordem de prisão foi expedida pela 15° Vara Federal do Rio e cumprida em São Bernardo do Campo.

Biblioteca Mário de Andrade fica no centro de São Paulo
Biblioteca Mário de Andrade fica no centro de São Paulo
Foto: Gabriela Biló/Estadão / Estadão

Como foi o roubo à biblioteca

No dia do crime, um domingo de manhã, dois suspeitos chegaram à exposição se passando por visitantes interessados em arte. Um deles carregava na mochila um martelo e uma arma.

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Segundo a polícia, a vigilante da biblioteca relatou que foi abordada diretamente por um dos suspeitos, que anunciou o assalto e a obrigou a acompanhá-lo para dentro do prédio.

Após dominar a vigilante e manter os frequentadores sob controle, os criminosos começaram a retirar as obras expostas. Em poucos minutos, os ladrões saíram caminhando normalmente pela porta principal.

Após sair da biblioteca com as gravuras, os dois seguiram para um veículo que estava estacionado nas proximidades da exposição. Mas o carro teve pane elétrica a poucos metros do local do crime e os bandidos tiveram de abandoná-lo. Outros dois suspeitos, um homem e uma mulher, teriam ajudado a tirar as obras das molduras.

As peças faziam parte da exposição "Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade" e estão protegidas por apólice de seguro vigente, de acordo com a Prefeitura.

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Inaugurada em 1926, a Biblioteca Mário de Andrade é a segunda maior do Brasil, com um acervo de 327 mil livros, incluindo 51 mil obras raras. Tombado em 1992, o prédio em estilo Art Déco foi reformado entre 2007 e 2011. Ele fica localizado na Rua da Consolação e recebeu seu nome em 1960, em homenagem ao escritor Mário de Andrade.

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