Diretora de escola de Canoas perde R$ 144 mil em golpe; advogada de SP é investigada pela Polícia Civil

Advogada de São Paulo é investigada por suspeita de coordenar o esquema; vítima teria feito 119 transferências ao longo de meses

23 fev 2026 - 15h06

Uma advogada de São Paulo é investigada por suspeita de liderar um grupo criminoso que teria aplicado um golpe virtual em uma diretora de escola de Canoas, na Região Metropolitana. O prejuízo relatado pela vítima passa de R$ 144 mil, segundo a Polícia Civil.

Foto: Divulgação/Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

Nesta segunda-feira (23), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados na capital paulista. Durante a ação, foram recolhidos documentos, notebooks e telefones. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o cumprimento das medidas, e a inscrição da suspeita seguia ativa.

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Como o golpe começou

De acordo com a investigação, a armadilha teve início quando a diretora recebeu uma ligação de alguém que se apresentou como funcionária do Google e ofereceu a "atualização" das informações da escola no buscador. Após confirmar dados como o endereço, a vítima assinou um documento enviado pela suposta atendente. O caso teria começado em agosto de 2025 e se estendido por meses, com novas abordagens e cobranças sucessivas.

Semanas depois, já durante o período de férias, a diretora passou a receber telefonemas afirmando que havia pendências financeiras relacionadas ao suposto serviço e que o não pagamento poderia resultar em negativação. Um dos contatos se apresentava como "oficial de Justiça do Distrito Federal" e indicava a cobrança de taxas para cancelamento do contrato.

A pressão aumentou quando uma falsa advogada entrou na narrativa, exigindo novos valores para "retirada de protesto" e encerramento do contrato que, segundo a polícia, não existia. Ao longo do período, a vítima fez 119 transferências bancárias, somando cerca de R$ 144 mil.

Operação e alerta das autoridades

Além dos mandados de busca e apreensão, a ofensiva policial também incluiu o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos suspeitos.

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Em conversa com a reportagem do Porto Alegre 24 Horas, a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, informou que a advogada investigada não foi localizada e é considerada foragida. A delegada também disse que, o caso chama atenção por usar um formato de abordagem ainda pouco comum no Rio Grande do Sul. Ela afirmou que, ao menos na região, a polícia não havia se deparado antes com esse tipo de golpe, o que reforça o alerta para que a população desconfie de contatos telefônicos que envolvam cobranças e supostos serviços em nome de grandes plataformas.

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