A Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Belo Horizonte (MG) promoveu, nesta quinta-feira (25), um encontro com professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O objetivo foi compartilhar experiências sobre o uso pedagógico das Salas Multissensoriais nas nove regionais da cidade.
Atualmente, a rede municipal conta com 262 espaços em funcionamento, que atendem 19.401 estudantes com deficiência ou em processo de investigação diagnóstica. O atendimento especializado mobiliza 350 professores da rede própria e 245 da rede parceira.
De acordo com a diretora de Inclusão Escolar da Smed, Tatiana Servo, a iniciativa busca qualificar o acolhimento e a aprendizagem. A proposta envolve oficinas, aprofundamento no uso de recursos e produção de materiais de apoio para os profissionais.
Experiências na prática
Durante o seminário, foram apresentados casos como o da Escola Municipal Belo Horizonte, localizada na Pedreira Prado Lopes. A unidade atende cinco alunos com síndromes raras, incluindo gêmeos de 13 anos com Síndrome de Bardet-Biedl, condição genética que causa baixa visão severa e dificuldades motoras.
O professor do AEE, Abrício Horta, explicou que o trabalho exige adaptação constante para garantir a autonomia dos alunos. "Além dos recursos tecnológicos disponíveis na sala, usamos material adaptável, letras maiores e em negrito, imagens com poucos detalhes, além do trabalho transversal, com outros estímulos", afirmou.
O evento também contou com estudos de caso de outras oito escolas municipais, reforçando o papel das salas como ambientes de regulação sensorial para os estudantes.