O desmatamento na Amazônia caiu 42% entre agosto de 2025 e julho de 2026, atingindo 3.335 km², o menor nível desde 1988, segundo o sistema Prodes. Em quatro anos, a redução acumulada foi de 71,2%. O Cerrado também teve queda recorde de 24% no período, somando 5.516 km², a menor taxa desde 2001. Os dados consolidam a retomada do controle ambiental no Brasil, com recuos históricos celebrados pelo presidente Lula, enquanto os números de biomas como Mata Atlântica e Pantanal ainda não foram divulgados.
O desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% entre agosto de 2025 e julho de 2026, de acordo com dados do sistema de satélite Prodes divulgados nesta sexta-feira, alcançando 3.335 km², menor nível registrado desde 1988, quando o governo brasileiro iniciou a coleta de dados.
Nos últimos quatro anos, a queda foi de 71,2%.
Os dados do Prodes também registraram uma queda recorde no desmatamento no Cerrado, que foi de 5.516 km², uma queda de 24% no último período, e o menor desde 2001, quando inicia a série histórica.
Em quatro anos, a queda foi de 48,4%.
Com os novos números, o Brasil recupera uma sequência de quedas no desmatamento que havia se interrompido em 2014, no caso da Amazônia, e 2019, no Cerrado.
Em 2012, durante o mandato de Dilma Rousseff, o Brasil havia chegado ao recorde anterior, de 4.571 km² desmatados, depois de alcançado perto de 30 mil km² de vegetação suprimida nos anos 90.
Já no Cerrado, o início dos anos 2000 foi quando se registrou os maiores desmatamentos, mas havia voltado a subir no governo de Jair Bolsonaro. A queda recomeçou em 2024.
Mais cedo, durante a promulgação da Emenda Constitucional que acaba com a escala 6x1 no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimentou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, pelos números registrados, que seriam os menores "em todos os biomas".
Os dados de Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal ainda não foram divulgados.