Anvisa suspende lotes de fórmula Aptamil após alerta de toxina

Agência e fabricante orientam a interrupção imediata do uso de três lotes específicos do produto Aptamil Premium 1

19 mar 2026 - 19h09

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão rigorosa da comercialização, distribuição e uso de três lotes específicos da fórmula infantil Aptamil Premium 1, na embalagem de 800g. A medida foi oficializada por meio da Resolução-RE nº 1.056, publicada recentemente no Diário Oficial da União, após a identificação de uma substância nociva na composição do produto. A decisão ocorreu logo depois que a própria fabricante, a Danone Ltda., comunicou o recolhimento voluntário dos itens devido à detecção de cereulida, uma toxina que se manifesta após a preparação líquida do alimento.

Aptamil
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Foto: Reprodução / Perfil Brasil

De acordo com as diretrizes da agência reguladora, os produtos afetados pertencem aos lotes 2026.09.09, com fabricação em 10 de março de 2025, o lote 2026.10.03, produzido em 03 de abril de 2025, e o lote 2026.09.07, fabricado em 08 de março de 2025. A Anvisa reforça que estes itens específicos não podem ser vendidos ou oferecidos aos lactentes até que uma nova avaliação técnica seja concluída. A fabricante explicou que a iniciativa de retirada do mercado possui caráter preventivo para garantir a segurança alimentar de um público tão sensível quanto os bebês.

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Identificação dos lotes afetados pela suspensão da Anvisa

A presença da cereulida é o ponto central de preocupação para as autoridades de saúde e para os pais. Essa substância é uma toxina produzida por bactérias do gênero Bacillus cereus, amplamente conhecida por causar quadros severos de intoxicação alimentar. Em bebês, os sintomas podem incluir náuseas, vômitos frequentes e desconforto gastrointestinal agudo. Como os lactentes possuem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, eles formam o grupo mais vulnerável a complicações decorrentes dessa exposição, o que justifica a rapidez na interrupção do consumo.

A orientação oficial para pais, cuidadores e profissionais de saúde é clara e direta. É fundamental verificar imediatamente o número do lote impresso na embalagem antes de oferecer a fórmula à criança. Caso o produto pertença a um dos lotes citados, o uso deve ser interrompido na mesma hora. Estabelecimentos comerciais também foram notificados para retirar os itens das prateleiras, uma vez que o descumprimento dessas medidas configura infração sanitária passível de punições legais.

Entenda os riscos da toxina cereulida para os lactentes

A decisão da Anvisa baseou-se em laudos apresentados pela própria Danone, que identificaram a toxina após a reconstituição da fórmula. Essa situação infringe normas sanitárias brasileiras que estabelecem padrões rígidos para a segurança de alimentos infantis. Embora a agência ainda não tenha confirmado registros oficiais de casos de intoxicação vinculados a esses lotes, a medida cautelar visa evitar qualquer risco à saúde pública. A transparência no processo de recolhimento é essencial para manter a confiança dos consumidores no sistema de vigilância.

Em posicionamento oficial, a empresa destacou seu compromisso com a qualidade e a segurança. "A Danone jamais compromete a segurança dos alimentos e a saúde dos bebês. Todas as nossas fórmulas são fabricadas sob padrões rigorosos de qualidade e passam por mais de 500 controles antes de chegar ao mercado", afirmou a companhia em nota. A fabricante explicou que a detecção da substância rara ocorreu em um ingrediente específico e que mantém um diálogo constante com a autoridade sanitária brasileira desde o início de 2026 para monitorar evoluções internacionais sobre o tema.

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