A Geração Z deve representar 58% da força de trabalho global até 2030, segundo dados do Fórum Econômico Mundial. Esse grupo, composto por jovens nascidos entre 1997 e 2012, deixou de ser um público-alvo passivo para assumir o protagonismo na construção das marcas contemporâneas.
Atualmente, esses jovens atuam como curadores de tendências e criadores de conteúdo, moldando diretamente a reputação das empresas no ambiente digital. Nesse sentido, eles funcionam como agentes ativos que ditam o ritmo do mercado. Além disso, essa influência obriga as organizações a repensarem suas estratégias de comunicação para se conectarem com um perfil muito mais exigente e conectado.
Geração Z e o futuro empresarial:
Para Caroline Jurdi, CEO e fundadora da CJ Hub, agência de Marketing as a Service formada integralmente por profissionais da Geração Z, o cenário mudou drasticamente. Ela explica que antes as marcas investiam em campanhas publicitárias unidirecionais, mas hoje o diálogo é constante, descentralizado e orientado por comunidades específicas. De acordo com a especialista, as plataformas não são apenas canais de divulgação, mas ambientes de construção de narrativa, reputação e identidade. "O discurso institucional mudou para uma linguagem mais próxima, com humor e interação em tempo real", comenta Jurdi.
O sucesso organizacional nesse novo ecossistema depende de pilares fundamentais como a cocriação com comunidades e a velocidade de adaptação. As campanhas deixam de ser desenvolvidas em isolamento para serem construídas em conjunto com grupos digitais, onde são testadas e validadas continuamente.
Jurdi cita como exemplo uma marca esportiva lançar edições colaborativas com atletas, integrando a construção da identidade do produto. Além disso, como as tendências surgem e desaparecem em questão de horas, as marcas precisam de uma reação quase instantânea para permanecerem conectadas ao seu público.
A estratégia moderna também exige narrativas multiplataforma e o uso de influenciadores como parceiros estratégicos. Cada canal possui sua própria linguagem e os conteúdos precisam circular de forma orgânica. Segundo a CEO, a marca pode contar uma história central e desdobrar em diferentes formatos, como vídeo, podcast, redes sociais e eventos. Ela ressalta que a participação dos influenciadores vai além da promoção de produtos, colaborando na criação de narrativas que fortalecem a conexão com nichos. A nova estratégia combina análise de dados em tempo real com leitura cultural profunda.
Impacto das campanhas
As métricas tradicionais de alcance e impressões estão dando lugar a indicadores que medem o engajamento qualitativo e a retenção de atenção. De acordo com Jurdi, esses novos indicadores refletem de forma mais precisa o impacto real das campanhas.
As organizações passam a atuar como curadoras de experiências, criando espaços de pertencimento por meio de eventos híbridos ou ativações digitais.
A Geração Z não deseja apenas consumir, mas sim questionar e transformar as marcas. Ao assumirem posições estratégicas, esses profissionais redefinem o branding para um modelo focado em cultura e conversa contínua.
* Texto com informações de assessoria