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Papa envia carta de encorajamento a padre pró-LGBT

James Martin é interlocutor frequente de Francisco

3 ago 2022 - 09h12
(atualizado às 09h39)
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Papa Francisco durante audiência geral no Vaticano
Papa Francisco durante audiência geral no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O papa Francisco enviou uma carta de encorajamento a um padre jesuíta conhecido por defender a comunidade LGBTQ+ e disse que Jesus era "próximo de todos".

A correspondência foi revelada pelo sacerdote James Martin, interlocutor frequente de Jorge Bergoglio, primeiro pontífice jesuíta na história da Igreja Católica.

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Segundo o padre, a carta do Papa foi uma resposta ao envio de um folheto do evento "Outreach", que busca promover o acolhimento da comunidade LGBTQ+ pela Igreja.

"A pandemia nos fez buscar alternativas para encurtar as distâncias. Também nos ensinou que existem coisas insubstituíveis, como o poder de olhar-nos cara a cara, mesmo com aqueles que pensem de forma diferente ou com quem as diferenças pareceriam nos separar ou nos colocar em confronto", escreveu Francisco.

"Quando superamos essas barreiras, nos damos conta de que o que nos une é maior que o que nos afasta. Encorajo-nos a seguir trabalhando na cultura do encontro, que encurta as distâncias e nos enriquece com as diferenças, tal como fez Jesus, que se fez próximo de todos", acrescentou.

Em outra correspondência trocada com Martin, em maio passado, Bergoglio havia dito que a Igreja Católica não rejeita homossexuais e que um credo "seletivo" arrisca se tornar uma "seita".

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Desde que iniciou seu pontificado, em 2013, Francisco já deu diversas declarações de abertura à comunidade LGBTQ+, o que lhe rendeu até acusações de heresia por parte de bispos ultraconservadores.

Em maio de 2018, o Papa disse a frase "Deus te ama assim" a um homem gay vítima de pedofilia no Chile. Em outra ocasião, logo no início de sua gestão, afirmou que não podia "julgar" as pessoas por sua opção sexual.

Ao mesmo tempo, no entanto, Bergoglio já declarou que a "homossexualidade parece estar na moda", enquanto o Vaticano fez pressão para o Parlamento da Itália engavetar um projeto de lei que criminalizava a homofobia e a transfobia.

 

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