Pelo menos três jogos de futebol de categorias de base foram interrompidos no Estado de São Paulo, neste final de semana, por casos de discriminação. Os casos de injúria racial e homofobia aconteceram contra atletas e membros da arbitragem em partidas das categorias sub-15, sub-17 e sub-20.
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O primeiro aconteceu no jogo entre XV de Jaú e Ituano, pelo Paulistão sub-20, na última sexta-feira, 31, tanto em campo quanto nas arquibancadas do Estádio Zezinho Magalhães, em Jaú (SP). Na ocasião, o atacante João Vitor disse ter sido chamado de 'macaco' pelo zagueiro Eraso, do time anfitrião.
Ao ouvir as queixas, o árbitro Nelson Marques da Silva ativou o protocolo antirracismo e fez o sinal de 'X' com os braços, sinalizando para que o corpo técnico apurasse o caso de injúria. Além disso, a súmula também registrou ofensas homofóbicas de um torcedor contra um dos assistentes de arbitragem.
Já no sábado, o árbitro Marcos Roberto de Jesus registrou um Boletim de Ocorrência após ter sido chamado de 'macaco' na partida entre Votoraty e Referência sub-15. No Estádio Dômenico Paolo Mettidieri, em Votorantim (SP), testemunhas confirmaram as ofensas cometidas por um torcedor.
O suspeito foi identificado e levado à delegacia. Na retomada, o árbitro acionou o protocolo antirracista e também foi à delegacia para prestar depoimento e registrar a ocorrência. O quarto árbitro assumiu a partida, que terminou em vitória por 3 a 0 do time visitante.
Outro episódio aconteceu no jogo entre São Bernardo e Rio Branco sub-17, em Itatiba (SP), no Estádio Rubro Negro. Na ocasião, o árbitro Rodrigo Santos interrompeu a partida após ser acionado pelo assistente Denival da Silva Pereira, que teria sofrido ofensas homofóbicas de um torcedor, que também foi identificado pela Polícia Militar. .
Em nota, a Federação Paulista de Futebol (FPF) lamentou e repudiou os casos de injúria racial e homofobia, e relatou que o protocolo foi acionado pela arbitragem e as ocorrências foram devidamente registradas.
“A FPF acompanhará a apuração dos fatos junto a todos os envolvidos e às autoridades competentes. A Federação reforça que não compactua com qualquer forma de racismo, homofobia, discriminação ou violência e seguirá trabalhando para que o futebol paulista seja um ambiente de respeito e inclusão", afirmou a federação.
*Com informações de Estadão Conteúdo.